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Bolsa supera os 153 mil pontos, e dólar volta a cair na espera do Copom

Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) divulga ainda nesta quarta-feira a decisão sobre a taxa básica de juros

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Bolsa voltou a fechar em recorde na espera pela Selic
Mercado reagiu bem ao discurso de Trump em Davos • Divulgação/B3

O Índice Bovespa (Ibovespa), principal índice de ações da bolsa brasileira, fechou a quarta-feira (5) com uma disparada de 1,84% aos 153,484 pontos, o oitavo recorde seguido da B3. A valorização da bolsa ocorre na medida em que os investidores esperam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa básica de juros, a Selic.

A autoridade monetária do país deve divulgar ainda hoje um comunicado informando que os juros de referência foram mantidos a 15% ao ano, como esperado pelo mercado financeiro. Na mesma toada, o dólar caiu 0,84% e fechou o pregão cotado a R$ 5,35.

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“Estamos diante das expectativas para o comunicado do Copom que pode trazer uma possível sinalização de corte pela frente, o que pode estar ajudando o bom humor interno”, explicou o especialista em renda variável do banco Inter, Matheus Amaral.

O economista também destaca o sinal de trégua na guerra comercial entre Estados Unidos e China, no qual o gigante asiático suspendeu a sobretaxa de 25%. Por sua vez, o governo de Donald Trump reduziu de 20% para 10% as tarifas aplicadas sobre os chineses. “Internamente, esses têm sido os principais drivers no Ibovespa hoje”, afirmou.

Outra notícia importante foi a recuperação do ritmo de contratações no setor privado dos Estados Unidos, de acordo com os dados da ADP de outubro depois de dois meses fracos. Segundo o relatório, foram 42 mil empregos, concentrada principalmente nos setores de educação, saúde, transportes e utilitários.

Uma taxa de juros alta nos EUA torna os títulos do tesouro americano o melhor investimento, por terem praticamente risco zero. Isso faz com que os investidores retirem dinheiro do Brasil e apliquem no exterior. Se os juros americanos estão baixos, isso favorece o investimento em mercados emergentes com juros altos.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.