As ações da Azul Linhas Aéreas (AZUL54) na Bolsa de Valores de São Paulo, a B3, vivem um momento de alta volatilidade.
O “sobe e desce” da Azul ocorre em um momento de alta especulação e baixa liquidez das ações da empresa, que passou por uma reestruturação com o aumento de capital da companhia em meio ao processo de recuperação judicial nos Estados Unidos, o Chapter 11. Assim, os papeis apresentam alto risco para os investidores minoritários.
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Cabe lembrar que as ações são negociadas em um lote de 10.000 ações. Assim, o valor unitário dos papéis preferenciais, que dão prioridade no recebimento de dividendos, é de R$ 0,0075. No final de 2025, a empresa aprovou uma oferta pública de ações para levantar R$ 7,44 bilhões, emitindo 1,4 trilhão de ações. Foram cerca de 723 bilhões de ações ordinárias, cada uma emitida por R$ 0,0001, e 723 bilhões de ações preferenciais, emitidas por R$ 0,01.
O objetivo da capitalização obrigatória de senior notes, que permite conversão das dívidas com credores em ações. Assim, os investidores que a Azul possui débitos passam a deter uma participação na empresa, reduzindo o endividamento e aliviando o fluxo de caixa da companhia aérea. O movimento, porém, não agradou aos acionistas minoritários, que tiveram sua participação diluída.
“Os valores atribuídos às ações refletem de forma clara e consistente a estrutura de capital atualmente existente, na medida em que o montante total da dívida da Companhia é substancialmente superior ao valor de seu patrimônio”, disse a Azul em fato relevante.