MRV conecta projeto de moradia a agenda alinhada ao ODS 11 da ONU

Líder Com Impacto do Pacto Global da ONU e embaixador do ODS 11, o CEO da MRV&CO Eduardo Fischer destaca urbanismo integrado, mobilidade, áreas verdes e metas aprovadas pela SBTi

MRV conecta projeto de moradia a agenda alinhada ao ODS 11 da ONU

Eduardo Fischer, CEO da MRV&CO e Líder Com Impacto do Pacto Global da ONU, tem associado publicamente a estratégia da empresa ao Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11 (ODS 11) — Cidades e Comunidades Sustentáveis.

Para o executivo, desenvolvimento urbano sustentável não é pauta abstrata: depende de decisões práticas e de uma visão de urbanismo como sistema integrado.

O que é o ODS 11 — e por que importa para o setor imobiliário

O ODS 11 integra a Agenda 2030 da ONU e reúne metas para tornar as cidades mais inclusivas, seguras, resilientes e sustentáveis. Na prática, envolve políticas e projetos voltados a:

  • habitação e acesso à moradia;
  • planejamento urbano e uso do solo;
  • transporte e mobilidade;
  • qualidade ambiental, incluindo áreas verdes;
  • infraestrutura urbana e serviços essenciais.

É nesse cruzamento entre agenda global e operação nacional que a MRV posiciona sua estratégia.

De acordo com Fischer, um modelo urbano alinhado ao ODS 11 precisa combinar moradia acessível, infraestrutura de qualidade, mobilidade integrada, áreas verdes e espaços de convivência. Isso significa reunir dimensões sociais, ambientais e econômicas em um único projeto. “Desenvolvimento urbano sustentável exige escolhas concretas”, afirma.

Da estratégia à prática: o projeto Cidade Sete Sóis

Como exemplo de aplicação em escala, Fischer cita o projeto Cidade Sete Sóis, modelo de bairro aberto planejado desenvolvido pela MRV com unidades em Salvador (BA), São Paulo (SP), Campinas (SP), Rio de Janeiro (RJ), Betim (MG) e São José dos Campos (SP).

Segundo o CEO, cada projeto é concebido desde a etapa inicial para integrar moradia, serviços, áreas públicas e preservação ambiental, sem perder conexão com a dinâmica urbana existente.

Por que o modelo de bairro planejado é relevante

Na avaliação do executivo, iniciativas como o Cidade Sete Sóis ajudam a endereçar dois desafios estruturais do país: o crescimento urbano desordenado e a dificuldade de acesso à moradia digna.

O projeto também é associado pelo CEO a atributos de conforto, praticidade, qualidade de vida, segurança e inovação. Dimensões que, na sua leitura, definem uma comunidade conectada e colaborativa.

Compromissos climáticos: metas aprovadas pela SBTi

A estratégia urbana da MRV está articulada a compromissos climáticos formais. Eduardo Fischer afirma que a empresa se tornou a primeira do setor imobiliário no Brasil com metas de redução de emissões de gases de efeito estufa (GEE) aprovadas pela Science Based Targets Initiative (SBTi).

Tendo 2019 como ano-base, a MRV declarou que pretende reduzir até 2030:

  • emissões diretas;
  • emissões associadas ao consumo de energia elétrica;
  • emissões da cadeia de valor.

O plano também prevê ações para incentivar fornecedores a adotarem metas “baseadas na ciência”. Na Visão 2030 da companhia, a justiça climática figura como um dos pilares. E, segundo Fischer, as decisões corporativas do setor habitacional têm efeitos diretos na vida de milhões de brasileiros e no desenvolvimento urbano de centenas de municípios.

Barreiras ao desenvolvimento urbano sustentável

Apesar dos avanços, o debate sobre moradia ainda esbarra em obstáculos institucionais e regulatórios. Fischer cita a avaliação de que a padronização de exigências poderia reduzir em até 20% o valor das unidades, com base em estudo atribuído à CBIC Brasil.

O executivo também relaciona infraestrutura urbana a impactos diretos na saúde pública, mencionando que mais de 300 mil internações em 2024 teriam sido causadas por doenças relacionadas à falta de saneamento. Dado que reforça, na sua argumentação, a urgência de investimentos estruturais nas cidades.

Transformação digital como alavanca

Nesse contexto de desafios, Fischer declara otimismo com medidas federais voltadas à modernização de estados e municípios por meio de projetos de transformação digital.

Para ele, iniciativas-piloto têm potencial de aprimorar infraestrutura e serviços públicos. A MRV busca contribuir com esse movimento por meio de propostas de comunidades mais conectadas.

Visão de longo prazo e continuidade estratégica

Ao abordar liderança e legado, Fischer atribui parte do “DNA” da empresa à visão de Rubens Menin, co-fundador e presidente, e afirma que a missão de ampliar o acesso à moradia permanece como diretriz central da organização.

“Quando tratamos o urbanismo como um sistema integrado, o impacto transcende o território. Ele reorganiza rotinas, fortalece vínculos e expande as perspectivas de quem vive a cidade. É este debate que precisa ser priorizado no desenvolvimento urbano brasileiro”, finaliza.

FAQ (perguntas comuns)

O que é o ODS 11?

O ODS 11 é o objetivo da ONU (Agenda 2030) focado em cidades e comunidades sustentáveis, incluindo moradia adequada, mobilidade, infraestrutura, segurança e qualidade ambiental.

Por que o ODS 11 é relevante para o setor imobiliário?

Porque o setor influencia como as pessoas moram e acessam serviços urbanos, e projetos habitacionais se conectam a planejamento do território, infraestrutura, mobilidade e áreas verdes.

O que é Cidade Sete Sóis (MRV)?

Segundo a MRV, é um modelo de bairro planejado que é exemplo de integração entre moradia, serviços, áreas públicas e preservação ambiental.

O que é a SBTi e para que serve?

A Science Based Targets Initiative (SBTi) é uma iniciativa que valida se metas corporativas de redução de emissões estão alinhadas a critérios científicos de clima.

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Jornalista e especialista em comunicação digital. Formada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG), atua em estratégia editorial digital, planejamento e produção de conteúdo para web em formato multiplataforma e foco em SEO para notícias. Na Itatiaia, Larissa Reis é freelancer e colabora com conteúdos de GEO.

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