Aposentadoria acima do mínimo terá reajuste de 3,9%; veja o novo valor

Pagamento para os beneficiários do INSS que recebem além do piso salarial é reajustado de acordo com o INPC

INPC em 2025 subiu 3,9% segundo o IBGE, reajustando os benefícios do INSS para quem recebe acima do salário mínimo

Os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que recebem acima do salário mínimo terão um reajuste de 3,9%. O aumento se dá pelo resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nesta sexta-feira (9).

Assim, o teto do INSS vai passar dos atuais R$ 8.157,41 para R$ 8.475,55 brutos. O aumento é menor do que o concedido em 2024, uma vez que o INPC acumulado naquele ano foi de 4,77%. O reajuste percentual é inclusive menor do que o concedido aos beneficiários que recebem o piso salarial.

Isso ocorre porque o salário mínimo é reajustado por um cálculo que leva em consideração o INPC acumulado até novembro e o aumento do Produto Interno Bruto (PIB). Assim, o piso vai sair de R$ 1.518 e R$ 1.621 (6,79%).

Quem recebe o salário mínimo como benefício no INSS, terá o primeiro pagamento depositado no dia 26 de janeiro. Os beneficiários que recebem acima do piso salarial recebem pela primeira vez no ano no dia 2 de fevereiro. O calendário de pagamento foi divulgado pela autarquia ainda em dezembro, de acordo com o número final do cartão de benefícios, desconsiderando o dígito verificador.

Em dezembro, o INPC teve uma alta de 0,21%. O índice abrange famílias com rendimento monetário de 01 a 05 salários mínimos, considerando dez regiões metropolitanas do país. A grande São Paulo, com maior peso no indicador, viu os preços acelerarem 4,56%. Já Belo Horizonte, com o segundo peso, teve uma alta de 3,65%.

Salário em 2025Salário em 2026
R$ 1.518R$ 1.621
R$ 2.000R$ 2.078
R$ 3.000R$ 3.117
R$ 4.000R$ 4.156
R$ 5.000R$ 5.195
R$ 6.000R$ 6.234
R$ 7.000R$ 7.273
R$ 8.157R$ 8.475
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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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