Celular vai ficar mais caro? Entenda o aumento do imposto de importação

Governo federal aumentou em até 7,2 pontos percentuais tarifas de produtos importados com o objetivo de proteger a produção local

Segundo o governo, apenas 5% dos smartphones consumidos no Brasil devem ser afetados pela medida

O governo federal aumentou, no início de fevereiro, o imposto de importação para mais de mil produtos comprados do exterior. A medida eleva as alíquotas em até 7,2 pontos percentuais (p.p) para uma série de setores e produtos, como os celulares inteligentes (smartphones) e equipamentos industriais.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento Indústria e Comércio (MDIC), a medida não acarretará em aumento de preços de celulares, uma vez que 95% dos aparelhos no país são produzidos localmente, enquanto apenas 5% são importados de outros países.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta quarta-feira (25) que o aumento do imposto tem caráter regulatório e busca proteger a produção nacional. Segundo o petista, empresas estrangeiras que não conseguem vender seus produtos na Europa e Estados Unidos estão “jogando” sua produção no Brasil abaixo do custo.

“Mais de 90% desses produtos são produzidos no Brasil, ou seja, seguem a lei brasileira, não tem nada a ver com essa medida (...). Estamos falando: pera lá, aí não. Ou você vem para cá produzir aqui, e aí a gente produz tudo aqui, ou você não vai poder concorrer nessa base de preço”, disse.

Entre as principais marcas, apenas a Xiaomi deve ser impactada pelo aumento das tarifas, uma vez que não possui fábrica no país. Por outro lado, Apple, Samsung, Motorola, Jovi, Realme e Oppo não serão afetadas, segundo informações do governo federal.

Os aparelhos também não ficarão mais caros em termos de produção, uma vez que a medida mantém tarifa zero para componentes importados. Essa isenção era um pleito da indústria nacional, com o objetivo de evitar o encarecimento da produção local.

Segundo Haddad, a normativa permite revisões pelo MDIC, inclusive com a possibilidade de redução ou isenção de tarifas caso seja necessário. Além de smartphones, a alta do imposto atinge máquinas e equipamentos como caldeiras, geradores, turbinas, fornos e robôs industriais, empilhadeiras, tratores, plataformas de perfuração e outros.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.

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