A inadimplência de pessoas físicas e jurídicas em empréstimos com recursos livres, quando bancos e clientes negociam entre si, subiu para 5,5% em janeiro e atingiu o maior nível desde agosto de 2017. Os dados foram divulgados pelo boletim de estatísticas monetárias e de crédito do Banco Central, nesta quarta-feira (25).
Por segmento, a inadimplência da carteira de crédito livre às empresas cresceu 0,2 p.p para 3,3%, enquanto a de pessoas físicas permaneceu estável em 6,9%. O endividamento das famílias atingiu 49,7% no final de 2025, após um aumento de 1,3 p.p nos últimos doze meses, enquanto o comprometimento de renda foi de 29,2%.
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O cenário ocorre em meio a maior taxa básica de juros dos últimos 20 anos,
A Selic é o principal instrumento do Banco Central para controlar a inflação. O patamar elevado aos 15% é usado com o objetivo de desacelerar o consumo e levar o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para o centro da meta de 3%. Com um cenário de inflação mais controlado, o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou o início do ciclo de cortes na reunião de março.