O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio do secretário de Comércio e Relações Internacionais, Luis Rua, negou, nesta quarta-feira (25) que a China tenha
Rua garantiu que as negociações com Pequim continuam ativas. Segundo ele, nunca houve uma posição taxativa dos chineses contra novas plantas, e as conversas para futuras autorizações seguem em paralelo ao novo sistema de cotas de importação.
A negativa da pasta veio após o assessor especial do Mapa, Carlos Augustin, afirmar nesta segunda (23), que não haveria novas habilitações durante o período de vigência das cotas (até 2028).
O secretário Luis Rua, no entanto, desmentiu. “Essa informação não procede. Isso nunca foi dito pelos chineses e as negociações para aval a novas plantas seguem em paralelo”, disse ao Valor nesta quarta (25).
A Itatiaia procurou o Mapa e questionou sobre a divergência dos comentários e aguarda um retorno.
Fila de espera e histórico de habilitações
Atualmente, o Brasil possui um contingente expressivo de unidades aguardando o “sinal verde” de Pequim. Embora o ritmo dependa do governo chinês, o setor mantém o otimismo:
- Em espera: Mais de 50 frigoríficos (bovinos, aves e suínos) já cumpriram as exigências técnicas e aguardam autorização.
- Plantas ativas: Hoje, 67 estabelecimentos estão autorizados a vender carne bovina para a China (3 estão suspensos temporariamente).
- Precedente: Em 2024, houve uma habilitação recorde de 38 unidades de uma só vez, o que alimenta a esperança da indústria de novos anúncios ainda em 2026.
Exportações em alta e o novo sistema de cotas
O mercado chinês continua sendo o destino vital para a proteína brasileira. Em 2025, o faturamento com as vendas de carne bovina para o país asiático beirou os US$ 8,9 bilhões.
Para equilibrar esse volume com a cota estabelecida de 1,1 milhão de toneladas
Para os próximos passos, a atenção se volta para a reunião do Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Camex, marcada nesta sexta-feira (27). Na ocasião, será votada a criação de um sistema brasileiro para o controle das cotas de exportação, com o objetivo de organizar os embarques por meio de uma distribuição trimestral dos volumes. Os critérios para a divisão dessas cotas entre as empresas deverão levar em conta o histórico individual de vendas registrado ao longo de 2025.
Raio-X da carne bovina: Brasil - China
| Período | Volume | Faturamento |
| Total 2025 | 1,7 milhão de toneladas | US$ 8,9 bilhões |
| Janeiro 2026 (Recorde) | 123 mil toneladas | Dados em consolidação |
| Cota Prevista 2026 | 1,1 milhão de toneladas | - |