O Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar da Argentina (Senasa) confirmou, nesta terça-feira (24), a detecção de um novo surto de
O país havia se autodeclarado livre da doença perante a Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em outubro de 2025.
A gripe aviária é uma doença viral altamente contagiosa que afeta várias espécies de aves produtoras de alimentos (galinhas, perus, codornas, patos, gansos etc.), bem como aves de estimação e selvagens. O vírus da influenza também pode afetar mamíferos, incluindo o homem.
Resposta de emergência e abate sanitário
Após a notificação de alta mortandade e sinais clínicos nas aves, o laboratório oficial validou o diagnóstico, acionando imediatamente o plano de contingência.
A granja foi fechada e uma zona de controle sanitário de 3 km foi estabelecida. Além disso, uma área de 7 km ao redor do foco está sob monitoramento rigoroso. Agentes oficiais supervisionam o despovoamento e o abate sanitário de todo o plantel, seguidos pela desinfecção das instalações.
Impacto nas exportações
O novo surto ocorre em um momento crítico. A Argentina se preparava para retomar as exportações de carne de aves para a União Europeia em 1º de março de 2026. Com a nova notificação à OMSA, as vendas externas para países que exigem o status de “nação livre” estão suspensas.
O comércio continua apenas com mercados que aceitam a estratégia de zoneamento (áreas específicas livres da doença). Sendo assim, o país só poderá pleitear novamente o status de livre 28 dias após a conclusão do abate e limpeza, caso não surjam novos focos.
Consumo interno está seguro
O Senasa reforçou que não há risco para o consumidor. A gripe aviária não é transmitida pela ingestão de carne de aves ou ovos, garantindo que o abastecimento e o consumo interno não sofram interrupções ou perigos à saúde pública.