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Com demanda aquecida, preço do ovo dispara 10% no início de maio

Pagamento de salários e o abastecimento para o Dia das Mães impulsionam as cotações nas principais praças do país

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Com demanda aquecida, preço do ovo dispara 10% no início de maio
Após queda em abril, cenário mudou em favor dos produtores • Canva/ Banco de imagem

O mercado de ovos iniciou o mês de maio em trajetória de recuperação, registrando uma valorização expressiva no curto período. De acordo com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), os preços da proteína saltaram cerca de 10% nos últimos dias nas regiões acompanhadas pelo órgão.

O movimento de alta é sustentado por uma combinação de estoques enxutos e o retorno mais robusto dos compradores. Entenda os fatores que explicam esse cenário:

  • Limpeza de estoques: no fechamento de abril, produtores e distribuidores praticaram descontos agressivos. A estratégia surtiu efeito, reduzindo o excedente de mercadoria e abrindo espaço para novos reajustes.
  • Poder aquisitivo: o período de início de mês, marcado pelo pagamento de salários, tradicionalmente eleva o consumo de proteínas básicas, favorecendo a demanda no varejo.
  • Efeito Dia das Mães: redes atacadistas e varejistas intensificaram a programação de abastecimento para atender à demanda da segunda principal data comemorativa do comércio, o que pressionou a procura no atacado.

Margem para negociação

Com o equilíbrio entre oferta e demanda mais ajustado, o cenário mudou em favor dos produtores. Segundo os pesquisadores do Cepea, o momento atual permite que os avicultores tenham maior margem de manobra nas negociações, conseguindo repassar custos ou recuperar margens de lucro ao comercializar o produto por preços mais elevados.

O setor segue monitorando se o ritmo de consumo se manterá firme após a primeira quinzena do mês, quando o efeito sazonal dos salários e das datas festivas costuma perder força.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde