Lula aciona Trump na Organização Mundial do Comércio só para inglês ver
Quem perder a demanda não tem onde recorrer, porque o Setor de Apelação da OMC foi desativado por Donald Trump em 2019

Amigas e amigos do Agro!!
Autoridades do agronegócio não esperam sucesso na posição do governo brasileiro que entrou na Organização.
Mundial do Comércio contestando as tarifas de Donald Trump contra alguns produtos agrícolas do Brasil.
Além do tempo de aproximadamente 2 anos para uma decisão da OMC, se os Estados Unidos perderem, não há como seguir o processo porque o Departamento de Apelação da Organização Mundial do Comércio não funciona desde 2019.
Esse bloqueio foi imposto pelos Estados Unidos no primeiro mandato do presidente Donald Trump. O Departamento de Apelação, composto por 7 juízes, não tem nenhum juiz desde 2019.
Caso os Estados Unidos venham a perder, digamos, como se fosse numa primeira instância, iria para as gavetas do infinito. E até lá, quantas alterações já teriam sido feitas no comércio internacional e também entre Brasil e Estados Unidos.
Os americanos concordam em discutir com os brasileiros na OMC, mas o alvo deles não muda a rota para início da conversa.
Entre os vários objetivos de Donald Trump, o etanol americano para entrar no Brasil tem uma taxa de 18%, o que protege a produção nacional.
O Brasil já ganhou dos Estados Unidos a liderança na produção e exportação da soja, carne bovina, maior exportador de suco de laranja e algodão, segundo lugar na exportação de milho, café nem se fala.
E ninguém acredita que o governo vá fazer com o etanol o que fez com a tilápia do Vietnã. E mais recente, com a indústria de queijos, vinhos e azeites que vem crescendo com qualidade, mas já começando a concorrer com produtos europeus que vão entrando com tarifas mais baratas.
Por isso, os grandes se preocupam tanto com o Brasil, como a China, que lascou um tarifaço de 67% na carne bovina brasileira, que despencou na exportação no mês de já no mês de julho.
Aliás, os chineses vão acompanhar o Brasil nesse movimento contra os Estados Unidos na Organização Mundial do Comércio.
O mais importante de tudo seria o governo olhar com mais carinho para a agropecuária brasileira, o agronegócio de um modo global.
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



