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Segundo o documento, o GPA apresentou um déficit de capital circulante líquido de aproximadamente R$ 1,2 bilhão, decorrente de empréstimos e debêntures com vencimento em 2026 no montante de R$ 1,7 bilhão. Os recursos são usados para a empresa arcar com obrigações de curto prazo.
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“Apesar da melhora nos principais indicadores operacionais, bem como geração positiva recorrente de caixa operacional, a Companhia continua apurando prejuízo no período. Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da Companhia”, disse a empresa.
No final do ano passado, o GPA registrou um lucro líquido consolidado de apenas R$ 572 milhões, cerca de 48,2% menor do que o registrado no quarto trimestre de 2024. No acumulado de 2025 o lucro foi de R$ 824 milhões, cerca de 65,8% menor do que no acumulado de 2024, quando foi registrado R$ 2,4 bilhões.
O CEO do Pão de Açúcar, Alexandre Santoro, destacou nesta quarta-feira (25), em teleconferência para analistas, que o problema enfrentado pela empresa tem relação com decisões de gestões passadas. Até meados do ano passado, o GPA era controlado pelo grupo francês Casino, mas foi substituído pela família Coelho Diniz em agosto.
“Precisamos de mudanças estruturais e culturais por aqui. Uma empresa desse tamanho não pode passar anos sem gerar caixa, com nível de passivos nesse nível e decisões passadas desconectadas da realidade operacional da empresa. Essa é a hora de resolver e essa é a minha missão”, disse Santoro.