A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) anunciou um plano estruturado de ação para apoiar a
Por meio do SOS Águas, o Servas concentra doações em dinheiro para as famílias reconstruírem suas casas e terem acessos a itens essenciais. O objetivo do sistema é evitar que criminosos se aproveitem da situação de calamidade para aplicarem golpes. As doações podem ser feitas via PIX ( sosaguas@servas.org.br), que serão convertidas em créditos para um cartão humanitário.
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“O recurso já está na conta da instituição e será convertido em
A entidade também está doando mil colchões para atendimento emergencial às famílias e mobilizou sindicatos industriais da região para arrecadar alimentos não perecíveis e água mineral. Empresas associadas também estão cedendo máquinas e equipamentos para auxiliar nos trabalhos de limpeza em Juiz de Fora e Ubá.
Segundo o presidente da Fiemg, Flávio Roscoe, o momento exige ação rápida e coordenação. “Estamos atuando para atender as famílias e, ao mesmo tempo, estruturar a recuperação da atividade econômica da região. Não se trata apenas de assistência imediata, mas de reconstrução com planejamento”, afirmou.
O plano elaborado pela FIEMG está organizado em três frentes: de curto, médio e longo prazo. No curto prazo, foi instituído um Gabinete de Gestão de Crise Regional para apoiar empresas na recuperação de documentos fiscais e contábeis perdidos nas enchentes, facilitando o acesso a linhas emergenciais de crédito.
A entidade também articula, junto ao BDMG, a criação de linha de crédito com juros subsidiados para reposição de maquinário e recomposição de capital de giro.
No médio prazo, o foco é fortalecer a infraestrutura e a defesa operacional da região. Entre as medidas está a elaboração de protocolo de redundância logística com órgãos responsáveis, visando rotas alternativas para o escoamento da produção em caso de interdição da BR-040. Também será oferecida consultoria técnica para implementação de barreiras físicas e sistemas de proteção em plantas industriais classificadas como de muito alto risco.
No longo prazo, a Fiemg propõe a criação de um mapeamento multirrisco regional, com banco de dados integrado, correlacionando empresas a zonas de perigo mapeadas por órgãos técnicos, permitindo alertas antecipados. Também está prevista a criação de um fundo de contingência industrial, especialmente voltado ao setor moveleiro de Ubá.
Até a última atualização do Corpo de Bombeiros, o número de mortos na Zona da Mata chegou a 59. Em Juiz de Fora, principal cidade da região, são 53 pessoas mortas, 13 desaparecidas, 3,5 mil desalojadas e 253 desabrigados. Já em Ubá são seis mortes, dois desaparecimentos, e 1,2 mil pessoas desalojadas.