A indústria brasileira passa por um momento de
A automação residencial e a
No entanto, para o industrial, o lucro não está apenas no produto final instalado na parede do consumidor, mas na capacidade de integrar tecnologias complexas no chão de fábrica. De acordo com o Monitor da Indústria 4.0, do Observatório Nacional da Indústria, a adoção de conceitos de digitalização na matriz produtiva brasileira poderia gerar uma economia de R$ 73 bilhões ao ano. Onde está o entrave, então? Na escassez de capital humano preparado para o diálogo entre o silício e o software.
A sinfonia da integração
O Panorama do IoT no Brasil 2025, realizado pela ABINC e TI Inside, revela que a tendência mais relevante para o futuro não é uma tecnologia isolada, mas a integração: 63,3% dos especialistas apontam a fusão entre IoT e Inteligência Artificial como o caminho inevitável.
Para o empresário do setor
Investir em formação de pessoal não é, portanto, um custo acessório ou um gesto de benevolência social. É estratégia de sobrevivência. Sem técnicos e engenheiros que compreendam a linguagem do 5G e a sensibilidade dos sensores, o Brasil corre o risco de ser apenas um montador de ideias alheias, perdendo a chance de liderar o desenvolvimento de soluções tropicais.
Da fábrica para o lar
A transformação digital, como aponta o relatório da
No Brasil, o cenário para o setor eletroeletrônico é fértil. A eficiência energética e a segurança são os grandes motores que levam o consumidor a buscar a automação. Mas, para que o produto brasileiro seja competitivo, a qualidade da “costura” (seja ela uma solda física ou uma linha de código) precisa ser impecável.
A mensagem para o industrial é clara: o mercado de US$ 12 bilhões está batendo à porta. O passaporte para entrar nele não é apenas a compra de maquinário de última geração, mas o investimento no brilho intelectual de quem opera essas máquinas. Formar pessoas é o único caminho para transformar o potencial do IoT em produtividade real e, finalmente, em soberania tecnológica.
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