A base do negócio: ensaios geotécnicos são seguro de vida para indústria de mineração

Investir em ensaios de solo e barragens deixa de ser um custo burocrático para se tornar a garantia de que o património do pequeno e médio industrial não desaparecerá num estalar de dedos

Realizar ensaios geotécnicos não é apenas uma exigência técnica; é um ato de preservação de capital

No contexto da indústria da mineração existem dinâmicas complexas envolvendo a análise de estruturas do solo que podem ditar o fim de uma empresa. Para o pequeno e médio industrial desta área, realizar ensaios geotécnicos não é apenas uma exigência técnica; é um ato de preservação de capital e de inteligência estratégica.

Economia preventiva: o investimento de 1% que evita o abismo

A prudência financeira dita que prevenir é sempre mais barato do que remediar, mas na geotecnia os números são avassaladores. Segundo a pesquisa desenvolvida pela Universidade Estadual Paulista (UNESP), publicada em 2020 com o título: Importância de ensaios geotécnicos em obras de pequeno porte”, os custos com investigações de solo (como os ensaios SPT, Triaxial e de Compactação) representam apenas entre 0,1% e 0,3% do valor total de uma obra.

É um valor ínfimo quando comparado com o risco. O mesmo estudo reforça que a ausência destes estudos é a causa principal de falhas graves. Em contextos de barragens e grandes estruturas industriais, os danos de uma ruptura podem ultrapassar a barreira do milhão de euros (ou mil milhões de reais em casos críticos), destruindo não só a infraestrutura, mas a própria viabilidade financeira do empresário. Apostar no ensaio é, portanto, comprar a tranquilidade de que a fundação do seu lucro é sólida.

Segurança jurídica: a sombra do embargo e a regra do jogo

Operar sem o amparo de laudos técnicos atualizados é como conduzir em alta velocidade sem freios: o desastre é uma questão de tempo. A Resolução ANM nº 220/2025, da Agência Nacional de Mineração, estabelece normas rigorosas para a disciplina de barragens. De acordo com o texto legal, a ausência de documentação técnica que comprove a estabilidade da estrutura (baseada em ensaios reais e não em suposições) é motivo para embargo e interdição imediata.

A paralisação de uma operação industrial por ordem regulatória não acarreta apenas multas; interrompe o fluxo de caixa e quebra contratos. Um estudo chamado “Metodologia para Caracterização Geotécnica de Barragens de Rejeitos e Estéreis”, desenvolvido pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), publicado em 2024, sobre o descomissionamento de barragens, sublinha que o cumprimento da Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB) é o que diferencia um ativo funcional de um passivo perigoso. Sem geotecnia, a sua indústria fica juridicamente vulnerável.

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Valorização do ativo

Um terreno ou uma barragem, quando amparados por uma caracterização geotécnica exaustiva, transcendem a condição de infraestrutura para se tornarem ativos de altíssimo valor estratégico. Conforme aponta o estudo da UFBA, a segurança de comunidades e a preservação ambiental não são apenas imperativos éticos, mas exigências de mercado que impõem monitoramento constante e estabilidade estrutural absoluta.

Ensaios como o SPT (Sondagem a Percussão), o Triaxial e os testes de Compactação são a única forma de “ler” o que o solo nos diz. No contexto industrial, contratar serviços especializados para estes exames não é um gasto; é a construção de um escudo que protege o empresário contra interdições, falências e catástrofes. A geotecnia é, afinal, a ciência que permite à indústria dormir em paz sobre o próprio chão.

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Amanda Alves é graduada, especialista e mestre em artes visuais pela UEMG e atua como consultora na área. Atualmente, cursa Jornalismo e escreve sobre Cultura e Indústria no portal da Itatiaia. Apaixonada por cultura pop, fotografia e cinema, Amanda é mãe do Joaquim.

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