Para o pequeno e médio industrial da mineração, a água nunca foi apenas um detalhe técnico, mas um componente vital do custo de operação. Em um cenário de mudanças climáticas e pressão crescente por
O peso da água na operação
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De acordo com o documento “Desenvolvimento sustentável na indústria mineral brasileira”, parte do “Plano nacional de mineração 2022-2050", o setor enfrenta o desafio de consolidar bases sustentáveis. A adoção de boas práticas de gestão hídrica, como a recirculação, é uma das formas mais eficazes de obter a chamada “licença social para operar” e facilitar processos de licenciamento, respeitando a dinâmica hidrológica local.
Tecnologias que transformam o negócio
Inovar não significa necessariamente investir milhões em sistemas complexos. O Instituto Brasileiro de Mineração (IBRAM) apresentou algumas iniciativas em publicação de 2025. O “Livro azul: boas práticas em gestão e manejo dos recursos hídricos pela mineração”, traz estratégias possíveis de transformação do uso dos recursos hídricos na direção da sustentabilidade:
- Circuitos fechados de recirculação: No beneficiamento de minérios, é possível recircular a água dentro do próprio processo, reduzindo a necessidade de novas captações.
- Espessadores e filtragem: O uso de espessadores de rejeitos permite recuperar grandes volumes de água para reutilização imediata. A RHI Magnesita, em dados publicados no Livro azul (2025), demonstrou que a necessidade de complementação de água cai de 233,20 m³/h para apenas 19,15 m³/h com essa tecnologia, alcançando um reaproveitamento de 91,79%.
- Disposição a seco (dry stacking) e decanter: Além de eliminar a necessidade de barragens de rejeitos, essas técnicas permitem que a água presente na lama seja recuperada. A Mineração Usiminas atingiu a marca de 93,65% de reuso em 2024 utilizando soluções integradas de desaguamento.
- Sistemas inteligentes de gestão: Ferramentas digitais para monitoramento em tempo real permitem identificar vazamentos e otimizar o balanço hídrico, transformando dados brutos em decisões estratégicas.
O exemplo que vem de perto
O estudo do IBRAM (2025) destaca ainda que estratégias proativas criam vantagem competitiva. A integração de profissionais com cultura de transformação digital e o uso de ferramentas de análise avançada permitem uma visão holística das operações. Instituições como a Universidade Federal de Viçosa (UFV) também colaboram com pesquisas que reforçam como a conservação hídrica pode ser integrada à rotina produtiva.
Para o pequeno minerador, o recado é claro: a tecnologia para eficiência hídrica protege o caixa contra crises de escassez e coloca a operação em conformidade com as exigências de crédito atuais, onde critérios ambientais são decisivos.
A gestão hídrica eficiente envolve o balanço entre entradas e saídas. Tecnologias de monitoramento e reuso permitem que a mesma gota de água circule várias vezes pelo processo industrial, reduzindo o impacto ambiental e garantindo a segurança hídrica da operação.
Conheça inovações do Senai para aumentar a eficiência hídrica nas operações minerais.