Beneficiários do Pé-de-Meia agora podem investir no Tesouro Direto
Parceria entre o Tesouro Nacional, o MEC, a Caixa e a B3 dá mais uma opção de investimento para os estudantes no programa

Os estudantes beneficiários do programa Pé-de-Meia poderão investir os recursos que recebem no Tesouro Selic, por meio de uma parceria entre a Secretaria do Tesouro Nacional, a Caixa Econômica Federal, o Ministério da Educação, e a bolsa de valores brasileira, a B3. O projeto, em funcionamento desde novembro de 2025, foi oficializado nessa sexta-feira (30).
Antes, os recursos pagos pelo governo federal aos estudantes beneficiários podiam ser aplicados apenas na poupança, com rendimentos consideravelmente menores do que os títulos do Tesouro, indexados pela taxa básica de juros da economia brasileira e considerados igualmente seguros.
Segundo o secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, o projeto é uma iniciativa de educação financeira misturada com inclusão. Ele destaca que dar uma nova opção de como investir faz com que o estudante tenha que buscar informação sobre o assunto, gerando um “aprendizado”.
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“Então, ele vai poder fazer uma escolha consciente de manter o recurso onde está ou poder transferir para o Tesouro Direto. Essa liberdade de escolha é algo muito positivo e acreditamos que isso transforma a capacidade desses jovens de se prepararem para fazerem escolhas conscientes em suas vidas”, disse.
Ceron explica que o título foi atrelado à Selic para ser “uma porta de entrada segura” e não gerar perda para os estudantes. O investimento e o acompanhamento dos rendimentos podem ser feitos pelo aplicativo Caixa Tem.
Ao final de cada ano concluído, o programa ainda paga R$ 1 mil para os estudantes, que só podem ser sacados após a formatura. Considerando as parcelas de incentivo, os depósitos anuais e o adicional de R$ 200 pela participação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), os valores chegam a R$ 9.200 por aluno.
O diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da B3, Felipe Paiva, a parceria é um passo importante para a permanência dos jovens na escola com uma experiência de aprendizado financeiro. “Com a união do Pé-de-Meia ao Tesouro Direto, criamos uma ponte entre educação, política pública e mercado de capitais em torno de um objetivo comum: oferecer aos jovens a oportunidade de aprender, desde cedo, a cuidar do próprio futuro financeiro”, disse.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



