Dólar fecha no menor patamar em quase dois anos, e bolsa bate novo recorde
Mercado brasileiro vive expectativa para a 'Super Quarta' e mantém bom desempenho dos ativos locais

O mercado brasileiro segue em alta com um novo dia de recordes nesta terça-feira (27), na véspera da ‘Super Quarta’, quando o Banco Central brasileiro e o Federal Reserve, autoridade monetária dos Estados Unidos, decidem as suas taxas de juros. O destaque fica com o dólar, que caiu para o menor patamar desde maio de 2024 com um recuo de 1,41%, cotado a R$ 5,20.
Na mínima do dia, a moeda americana chegou a cair para R$ 5,19, refletindo um movimento de desvalorização global. O DXY, índice do dólar, que compara a moeda com outras seis divisas do mercado, caiu 0,86% a 96,21 pontos.
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O bom momento também foi aproveitado pela bolsa brasileira. O Ibovespa, principal índice do mercado de ações local, avançou 1,94% e subiu para 182.194 pontos, renovando o seu recorde de fechamento. O indicador chegou a tocar aos 183.195,06 pontos na máxima intradiária, mas perdeu um pouco de fôlego até o fim do pregão.
A bolsa foi impulsionada pelas blue chips, ações de maior peso na cesta do indicador. A Vale (VALE3), por exemplo, retomou o ritmo de alta com uma valorização de 2,20%, aos R$ 84,90. Já a Petrobras avançou 2,8% a R$ 38,91 nas ações ordinárias (PETR3) e 2,18% a R$ 36,13 nas ações preferenciais (PETR4).
No mercado local, o investidor repercutiu o resultado do Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), a prévia da inflação oficial. O indicador teve uma leve aceleração de 0,20% em janeiro, ante 0,25% em dezembro de 2025, com queda no grupo de habitação impulsionada pela redução da bandeira tarifária na conta de luz.
Segundo Ian Lima, gestor de renda fixa do Inter Asset, a decisão do Copom deve reforçar a estratégia de manutenção da Selic em patamares elevados por um período prolongado, associado à postura aos ganhos desinflacionários recentes. Com a reunião, o horizonte relevante da política monetária passa a ser o terceiro trimestre de 2027, com a projeção da inflação em 3,1%, ligeiramente acima do centro da meta de 3%.
“Já o comunicado deve manter um tom duro, reforçando o compromisso do Banco Central (BC) com o cumprimento das metas de inflação, uma vez que as projeções de mercado ainda indicam apenas uma reancoragem parcial das expectativas e as pesquisas Focus mostram poucos avanços desde a reunião de dezembro”, destacou.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



