O Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi) divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), nessa sexta-feira (9), teve um avanço de 0,51% em dezembro, resultando em um acumulado de 5,63% em 2025, superando em 1,65 ponto percentual (p.p) o avanço acumulado de 2024 (3,98%).
O resultado é influenciado pela aceleração no preço dos materiais e da mão de obra. De acordo com o IBGE, o custo nacional da construção por metro quadrado chegou a R$ 1.891,63 em dezembro, sendo R$ 1.078,39 relativo aos materiais de construção, e R$ 813,24 relativos aos custos com mão de obra.
A parcela dos materiais teve um avanço de 0,27% em dezembro, ficando 0,11 p.p menor do que a taxa de dezembro (0.38%), e 0,06 p.p abaixo da taxa de dezembro de 2024. Por outro lado, a mão de obra subiu 0,83%, subindo 0,74 p.p ante a novembro (0.09%) e 0,77 p.p frente a dezembro de 2024 (0,06%).
O resultado acumulado em 2025 foi de 4,20% nos materiais e de 7,63% em mão de obra. “No entanto, a diferença de 2,73 pontos percentuais na taxa da mão de obra se deve, principalmente, aos acordos coletivos em Minas Gerais, estado com peso no setor da construção”, disse o gerente da pesquisa, Augusto de Oliveira.
Entre as cinco grandes regiões do país, os valores por metro quadrado em dezembro foram:
- Sul - R$ 2.021,12
- Norte - R$ 1.943,65
- Sudeste - R$ 1.942,83
- Centro-Oeste - R$ 1.912,36
- Nordeste - R$ 1.756,96
O Sudeste teve a maior variação em dezembro (0,97%), devido às altas observadas em seus quatro estados e ao acordo coletivo firmado em Minas Gerais. A segunda maior variação em dezembro foi do Centro-Oeste (0,39%), com Nordeste (0,27%), Sul (0,09%) e Norte (0,07%) a seguir.
Em 2025, o Centro-Oeste acumulou a maior alta no ano (6,27%), enquanto a região Norte apresentou a menor (4,62%). A região Norte foi a única com redução no acumulado, frente a 2024 (-0,19 p.p.). Já a maior alta deste indicador foi no Centro-Oeste (3,74 p.p.).