O deputado federal
Zé Trovão (PL-SC) afirmou que o cenário ideal para a direita seria a unificação em torno do nome do senador
Flávio Bolsonaro (PL-RJ) como candidato à presidência da República. Segundo ele, embora existam diferentes pré-candidaturas no campo conservador, isso não representa divisão, mas se trata de uma estratégia democrática que tende à convergência no segundo turno.
“
Não existe direita dividida. O que existe é um processo democrático. Vários nomes podem se apresentar, mas no segundo turno a direita vai estar unida para ganhar a eleição”.
— afirmou o parlamentar em entrevista para a Itatiaia.
Para
Trovão, o ideal seria que os demais nomes do campo conservador abrissem mão da disputa neste momento e declarassem apoio direto a Flávio. Ainda assim, ele reconheceu que a decisão de concorrer faz parte do jogo político. “O ideal seria todos apoiarem o Flávio agora, mas é um direito democrático de quem acredita que pode chegar à Presidência disputar a eleição”, disse.
Durante a entrevista exclusiva para a reportagem, o deputado também destacou a importância dos movimentos políticos recentes para revisitar o engajamento da direita.
Segundo ele, atos e mobilizações têm papel central na reconstrução da confiança de eleitores que estavam desmotivados: “Isso aqui está reanimando a fé do brasileiro. Pessoas que, meses atrás, estavam desacreditadas, voltam a ter esperança. O movimento é importante porque devolve força à direita”, afirmou.
Trovão fez ainda uma comparação com o início da trajetória política do ex-presidente
Jair Bolsonaro (PL), lembrando que, por anos, ele atuou de forma isolada no Congresso Nacional antes de se consolidar como liderança nacional: “Lá atrás, Bolsonaro falava praticamente sozinho no microfone. Hoje, o que vemos é um movimento que cresceu passo a passo”, disse.
O deputado também defendeu pautas como a anistia a manifestantes e afirmou que a direita precisa manter unidade estratégica para vencer o que classificou como um sistema que atua contra o campo conservador.
Para ele, a eleição será decidida no segundo turno, quando, segundo sua avaliação, haverá uma união ampla em torno de um único nome: "É no segundo turno que todo mundo se junta para vencer a eleição e virar essa página”, concluiu.