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O setor financeiro teme que a inspeção do TCU sobre a atuação da autoridade monetária no fechamento do Master, determinada pelo ministro Jhonatan de Jesus, resulte na reversão da liquidação da instituição. Porém, o magistrado já
‘Caso do banco Master não justifica ataques ao BC’ diz Armínio Fraga PF marca novos depoimentos no caso Master
O aparente recuo do TCU ocorre após uma série de críticas de instituições representativas do Sistema Financeiro Nacional, que saíram em defesa da autonomia do BC para tomar decisões técnicas. O Master foi liquidado em novembro, após a operação Compliance Zero da Polícia Federal, que mirou um esquema de venda de títulos títulos de créditos falsos pelo conglomerado de instituições do banco.
Na época, o BC citou uma “grave crise de liquidez” do conglomerado, o que compromete significativamente a situação econômico-financeira, e citou “graves violações às normas que regem a atividade das instituições do Sistema Financeiro Nacional (SFN). Contudo, o questionamento reside no fato de que a liquidação é uma medida extrema, que deve ser tomada no último caso.
Jhonatan de Jesus chegou a pedir explicações do BC sobre o processo e afirmou que a liquidação extrajudicial poderia ter sido “precipitada”, e questionou quais medidas de saneamento foram tomadas. Após receber uma nota técnica do BC, o magistrado disse que a justificativa da autoridade monetária se limitou à “exposição sintética de cronologia”, sem o acompanhamento de acervo documental.
Na segunda-feira (5), o magistrado havia confirmado a inspeção no BC. O objetivo da investigação seria “reconstruir” a decisão que fechou o Master e aferir a “motivação, coerência e proporcionalidade”. A decisão do ministro foi enviada para a AudBancos, divisão interna do TCU responsável pela auditoria em bancos.