PRF volta a fazer parte das Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado

Acordo com a Polícia Federal tem objetivo de reforça integração de inteligência e ações conjuntas em todo o país

Diretor-geral da PRF, Fernando Oliveira e diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) assinaram nesta quinta-feira (29) um acordo de cooperação que formaliza a reintegração da PRF às Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO).

Segundo as corporações, a iniciativa tem como objetivo alinhar a atuação institucional entre os órgãos, com foco no fortalecimento das ações integradas de inteligência e no enfrentamento ao crime organizado.

O acordo estabelece diretrizes para uma atuação coordenada, segura e em conformidade com as atribuições constitucionais de cada instituição.

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) é uma estrutura de cooperação criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com órgãos estaduais e federais.

Leia também

O modelo opera em diferentes estados do país por meio de grupos operacionais integrados, reunindo agentes de diversas forças de segurança para ações conjuntas contra organizações criminosas.

A FICCO funciona como uma força-tarefa permanente, combinando inteligência e atuação ostensiva para sufocar financeiramente e operacionalmente o crime organizado.

De acordo com o Ministério da Justiça, os principais objetivos da FICCO, são:

  • Desarticular facções criminosas que atuam dentro e fora dos presídios;
  • Combater o tráfico de drogas, armas e munições;
  • Enfrentar crimes contra o patrimônio, como roubos de cargas e a instituições financeiras;
  • Atacar esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação de bens;
  • Fortalecer a integração entre forças de segurança e o sistema de Justiça, evitando a duplicidade de esforços.

Instituições participantes

A composição da FICCO varia de acordo com o estado, mas geralmente inclui:

  • Polícia Penal Federal e polícias penais estaduais (via SENAPPEN/DIPEN);
  • Polícia Civil;
  • Polícia Militar;
  • Polícia Federal (PF);
  • Polícia Rodoviária Federal (PRF);
  • Forças especializadas locais, como batalhões da PM, GOPE, NOE, DENARC, entre outros.
Repórter de política em Brasília, com foco na cobertura dos Três Poderes. É formado em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB) e atuou por três anos na CNN Brasil, onde integrou a equipe de cobertura política na capital federal. Foi finalista do Prêmio de Jornalismo da Confederação Nacional do Transporte (CNT) em 2023.

Ouvindo...