A Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF) assinaram nesta quinta-feira (29) um acordo de cooperação que formaliza a reintegração da PRF às Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO).
Segundo as corporações, a iniciativa tem como objetivo alinhar a atuação institucional entre os órgãos, com foco no fortalecimento das ações integradas de inteligência e no enfrentamento ao crime organizado.
O acordo estabelece diretrizes para uma atuação coordenada, segura e em conformidade com as atribuições constitucionais de cada instituição.
A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) é uma estrutura de cooperação criada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) em parceria com órgãos estaduais e federais.
O modelo opera em diferentes estados do país por meio de grupos operacionais integrados, reunindo agentes de diversas forças de segurança para ações conjuntas contra organizações criminosas.
A FICCO funciona como uma força-tarefa permanente, combinando inteligência e atuação ostensiva para sufocar financeiramente e operacionalmente o crime organizado.
De acordo com o Ministério da Justiça, os principais objetivos da FICCO, são:
- Desarticular facções criminosas que atuam dentro e fora dos presídios;
- Combater o tráfico de drogas, armas e munições;
- Enfrentar crimes contra o patrimônio, como roubos de cargas e a instituições financeiras;
- Atacar esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação de bens;
- Fortalecer a integração entre forças de segurança e o sistema de Justiça, evitando a duplicidade de esforços.
Instituições participantes
A composição da FICCO varia de acordo com o estado, mas geralmente inclui:
- Polícia Penal Federal e polícias penais estaduais (via SENAPPEN/DIPEN);
- Polícia Civil;
- Polícia Militar;
- Polícia Federal (PF);
- Polícia Rodoviária Federal (PRF);
- Forças especializadas locais, como batalhões da PM, GOPE, NOE, DENARC, entre outros.