Após completar uma semana preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como “Papudinha”, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) recebeu até agora apenas visitas de familiares.
Bolsonaro foi transferido para a Papudinha na última quinta-feira (19). Antes, ele cumpria a pena de 27 anos de prisão,
Além disso, Moraes definiu que, com exceção de médicos, advogados, filhos do ex-presidente e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, qualquer outra visita depende de autorização prévia do STF.
Diante disso, a defesa de Bolsonaro protocolou pedidos para liberar a entrada de aliados políticos e outras pessoas.
Pedidos autorizados
Até o momento, Moraes autorizou a visita de três pessoas ao ex-presidente. Entre elas,
Também foram autorizadas as visitas de Diego Torres Dourado, cunhado de Bolsonaro, no dia 28 de janeiro, e do pecuarista Bruno Scheid, vice-presidente do PL em Rondônia, no dia 29.
A primeira visita de alguém que não pertence à família seria a de Tarcísio, marcada para quinta-feira (22), mas acabou não sendo realizada.
Pedidos em análise
A defesa do ex-presidente aguarda resposta de Moraes sobre o pedido para autorizar
A expectativa é que o ministro siga o mesmo padrão adotado em decisões anteriores, autorizando a visita e definindo data e horário.
Aliado de longa data do ex-presidente, Marinho foi ministro do Desenvolvimento Regional durante a gestão de Bolsonaro. Em 2022, foi eleito senador pelo estado de Natal e cumpre mandato de oito anos.
Auxílio religioso
Na decisão que determinou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, Moraes
Foram liberadas as visitas do bispo Robson Rodovalho, presidente da igreja Sara Nossa Terra, e do deputado distrital Thiago Manzoni (PL). Esse tipo de assistência, no entanto, não segue as mesmas regras das visitas comuns.
Em entrevista à rádio Itatiaia, Robson Rodovalho afirmou que espera iniciar o atendimento espiritual a Bolsonaro na próxima segunda-feira (26). O bispo afirmou que ainda aguarda uma normatização do STF para saber quais atividades serão permitidas durante o aconselhamento religioso.
O bispo quer esclarecer se poderá utilizar instrumentos musicais durante a leitura de trechos da Bíblia.
Decisão de Moraes
Na decisão que determinou a transferência de Bolsonaro para a Papudinha, Moraes destacou que a mudança proporcionaria melhores condições de custódia, inclusive maior facilidade para a realização de visitas.
O ministro afirmou que, na unidade, as visitas reservadas ocorrem sem a presença de outros presos e que há ampliação do tempo destinado a encontros familiares, além da possibilidade de banho de sol e prática de exercícios físicos em diferentes horários do dia.
Segundo a decisão, o espaço destinado a visitas e atendimentos de advogados e médicos é amplo, com áreas cobertas e externas, equipadas com mesas e cadeiras. As visitas podem ocorrer às quartas e quintas-feiras, em três faixas de horário: das 8h às 10h, das 11h às 13h ou das 14h às 16h.
Moraes também autorizou visitas semanais permanentes da esposa Michelle Bolsonaro, dos filhos Carlos, Flávio, Jair Renan e Laura Bolsonaro, além da enteada Letícia Marianna Firmo da Silva, sempre respeitando os dias e horários estabelecidos pela unidade prisional.