Quatro prefeituras da
A expectativa é que uma proposta, elaborada por um corpo técnico formado por representantes dos municípios, seja apresentada aos prefeitos e ao
Conforme apurado pela Itatiaia, uma das alternativas levantadas e estudadas pelo Grupo Técnico de Integração (GT Integração) trata da criação de uma governança única para gerir o transporte público nos municípios da região metropolitana.
Na década de 1980, o transporte público na Grande BH era administrado pela Companhia de Transportes Urbanos da Região Metropolitana (Metrobel), criada em 1978. A autarquia, no entanto, era gerida apenas pelo governo estadual, sem participação das prefeituras.
Nesse novo modelo de governança, o transporte público em toda a região metropolitana passaria a ser administrado de forma coletiva entre os municípios e o governo do Estado.
Atualmente, no Brasil, apenas as regiões metropolitanas de
Em Goiânia, por exemplo, o sistema é gerido pela Rede Metropolitana de Transportes Coletivos (RMTC), composta por todas as linhas e serviços de transporte público que atendem a capital e outros 18 municípios.
Ao todo, são 51 pontos de integração, com 21 terminais, 19 estações de conexão e 12 pontos de conexão, além de bilhete único no valor de R$ 4,30.
A RMTC funciona como um consórcio de empresas públicas e privadas, responsáveis pela execução e manutenção do serviço.
Demanda dos prefeitos
No fim de 2025, a Itatiaia conversou com seis prefeitos da Grande BH — Sabará, Betim, Nova Lima, Contagem, Ribeirão das Neves e Santa Luzia.
O tema tem sido tratado como uma das bandeiras da prefeita de Contagem,
Conforme apurado pela reportagem, há avaliação de que existe “disposição”, tanto por parte dos municípios quanto do
A expectativa é que, com a apresentação de um projeto pelo corpo técnico e o sinal verde dos gestores, a execução da integração possa ser feita no prazo de até um ano e meio.
Queda no uso do transporte
Além das reclamações dos usuários em relação à qualidade do serviço, o transporte metropolitano não conseguiu recuperar o número de passageiros após a pandemia de Covid-19, iniciada em 2020.
Segundo o anuário publicado em agosto do ano passado pela Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU), o transporte intermunicipal da Grande BH atingiu apenas 66% da demanda anterior à pandemia — percentual abaixo da média nacional, de 86%.
Em 2020, por exemplo, devido às restrições de circulação, o número de passageiros nos ônibus despencou para 112 milhões — eram 184 milhões em 2019, antes da crise sanitária. Em 2021, houve crescimento, chegando a 119 milhões, mantendo a alta em 2022, com 140 milhões. Em 2023, no entanto, o número voltou a cair para 133 milhões, chegando a 126 milhões em 2024, segundo dados da Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra-MG).
Para o ex-presidente da
Em nota enviada para a Itatiaia em dezembro, a Seinfra-MG afirmou que, atualmente, todos os 34 municípios da Grande BH são ligadas à BH, com exceção de Juatuba, que não possui uma linha que sai diretamente do município, sendo atendido por ônibus que saem de Mateus Leme e Florestal.
Segundo a pasta, 640 linhas estão ativas no sistema metropolitano, com 10.835 viagens em dias úteis, em horário normal, e 1.884 período noturno (23h - 5h).