Itatiaia

Municípios buscam recursos da Justiça para investir em segurança pública em Minas

Reunião tratou da articulação para repassar verba de acordos e transações penais para as cidades onde estes crimes aconteceram

Por
Reunião de prefeitos no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais
Reunião de prefeitos no Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais • Edson Costa / Itatiaia

Municípios que pretendem integrar o 1º Consórcio Intermunicipal de Segurança Pública do estado estão interessados em recursos do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (TJMG). As verbas serão repassadas por comarcas municipais e não retornam às cidades.

Uma reunião nesta segunda-feira (29) entre o presidente do Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCE-MG) a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), além do prefeito de Nova Lima e presidente da Associação dos Municípios da Região Metropolitana de BH (GRANBEL-BH), João Marcelo Dieguez (Cidadania), tratou da articulação para repassar verba de acordos e transações penais para as cidades onde estes crimes aconteceram e foram julgados.

Atualmente, valores de multas de Acordo de Não Persecução Penal, são destinados à conta do TJMG. Diante disso, prefeitos querem receber parte desta verba para investirem na segurança pública municipal, e articulam uma mudança de diretrizes do TJ para viabilizar a destinação.

O promotor de justiça das promotorias de Contagem, Fábio Reis de Nazareth, afirma que na cidade que ele atua, mais de R$ 1,5 milhão de reais em acordos judiciais não retornam para o município.

“Esses recursos são oriundos de acordos penais como o Acordo de Não Persecução Penal e a transação penal naqueles crimes de menor potencial ofensivo, que gera uma renda, hoje, calculada em Contagem de cerca de um R$ 1,5 milhão por ano, só para os recursos provenientes de acordos penais. Então, a gente contou com a com a ajuda o apoio da prefeita Marília Campos, a quem eu agradeço muito por esse apoio, para estarmos aqui hoje no Tribunal de Contas a fim de buscar também o apoio do Tribunal para que esses valores desses acordos penais fiquem destinados ao município de Contagem e aos demais municípios que fizerem parte do consórcio, para que as prefeituras possam executar políticas públicas de segurança, principalmente na prevenção do crime, que é uma atribuição cada vez maior e mais crescente entre os municípios”, afirmou em entrevista à Itatiaia.

A prefeita de Contagem, Marília Campos, afirmou que os municípios necessitam de recursos para custear a segurança pública municipal.

“Todos os municípios já desenvolvem políticas de proteção ou de prevenção ao cidadão, ou seja, os municípios são cobrados a todo momento que a gente cuide da segurança pública também. Hoje, a gente carece de recursos. Então, a gente inclusive se articula na tentativa de formar consórcios, organizando os conselhos municipais, os fundos municipais, porque não existe política de segurança pública a ser implementada nos municípios sem recursos públicos” explicou à reportagem.

Órgãos vão analisar a ideia

Durante a reunião, o presidente do TCE, Durval Ângelo, requisitou aos prefeitos e ao Ministério Público que solicitem uma consulta junto ao Tribunal, para que após isso haja uma tratativa direta junto ao Tribunal de Justiça. O presidente afirmou ainda que a Corte vai apurar internamente o que pode ser feito.

Por

Jornalista graduado pela PUC Minas; atua como apresentador, repórter e produtor na Rádio Itatiaia em Belo Horizonte desde 2019; repórter setorista da Câmara Municipal de Belo Horizonte.

 

 

Belo Horizonte