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Lula perde influência no exterior e é impopular em casa, diz revista The Economist

Publicação britânica avaliou cenários de dificuldades enfrentados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva

A revista britânica The Economist publicou um artigo na edição que foi às bancas neste final de semana analisando o cenário político e econômico do Brasil, com foco no cenário de dificuldades enfrentado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o semanário, Lula perdeu sua influência com seus pares internacionais, enquanto sua popularidade afunda no país.

Em 2022, quando o petista estava prestes a disputar o Palácio do Planalto com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), numa publicação cuja capa era o Cristo Redentor respirando com ajuda de aparelhos sob o título “a década sombria do Brasil”, a avaliação do The Economist era que a reeleição do então mandatário “seria ruim para o Brasil e para o mundo. Só Lula pode prevenir isso”.

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Três anos depois, o otimismo com Lula por parte de uma das principais publicações do mundo de economia parece ter se esvaido. A publicação deste domingo (29) do The Economist comenta o fato de que Bolsonaro pode ser preso em breve caso seja culpado pela suposta trama golpista que teria tentado impedir a posse do petista.

Ainda assim, reconhece sua força política num momento em que o apoio a Lula cai. “Ele [Bolsonaro] ainda não escolheu um sucessor para liderar a direita. Mas se o fizer e a direita se unir a essa pessoa antes das eleições de 2026, a presidência será deles”, diz o The Economist.

O noticioso ainda chama atenção para a derrubada do decreto que elevava o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) por parte do Congresso Nacional, movimento inédito nos últimos 30 anos e que sinaliza a fraqueza do mandatário perante o Legislativo.

Quanto ao cenário internacional, o The Economist aponta um Brasil isolado do Ocidente e enfraquecido mesmo entre seus aliados.

Nas Américas, o texto destaca o isolamento de Lula com o presidente da Argentina, Javier Milei, a segunda maior economia da América do Sul e um parceiro histórico do Brasil, hoje mais alinhado aos Estados Unidos de Donald Trump.

Enquanto isso, aponta para o distanciamento do governo federal com os norte-americanos, seja pelo fato de o Ministério das Relações Exteriores ter condenado o ataque dos EUA ao Irã - posicionamento distoante das demais democracias ocidentais -, ou simplesmente porque Lula “não fez nenhum esforço para estreitar laços com os Estados Unidos desde que Donald Trump assumiu o poder em janeiro”.

(Com Agência CNN)

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