Governadores, parlamentares e ministros lamentam morte de Raul Jungmann

Ex-ministro dos governos de FHC e Temer recebeu solidariedade de políticos e autoridades de diversos campos ideológicos e institucionais

Presidente do Ibram, Raul Jungmann, falou sobre ação no STF para impedir estados e municípios de ingressar em ações no exterior

Governadores, deputados, senadores e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) usaram as redes sociais para lamentar a morte de Raul Jungmann. O ex-ministro morreu neste domingo (18), aos 73 anos, após uma longa batalha contra o câncer.

Os governadores de Goiás, Ronaldo Caiado (União), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), relembrar a trajetória de Jungmann na Esplanada dos Ministérios e no Congresso Nacional.

“Fomos colegas por três mandatos no Câmara dos Deputados. Mesmo nas discordâncias, ele sempre foi alguém que acrescentou muito ao debate democrático. Como ministro, desempenhou um papel fundamental para o Brasil, enfrentando o crime organizado, classificando as facções criminosas e combatendo a assistência jurídica irregular a esses grupos. Nossa solidariedade aos familiares e amigos. Que Deus traga o conforto necessário a todos”, escreveu Caiado.

“Lamento profundamente a morte de Raul Jungmann, aos 77 anos, homem público de trajetória marcante e de grande compromisso com o Brasil. Atuou com seriedade e espírito republicano em diferentes momentos da vida nacional, deixando uma contribuição relevante ao serviço público”, disse Eduardo Leite.

O ex-presidente Michel Temer (MDB) afirmou que Jungmann deixou sua marca. “Um brasileiro que soube servir ao país. Por onde passou deixou sua marca. Fosse como ministro da Reforma Agrária, ministro da Defesa e Segurança Pública, fosse como grande parlamenta”.

Jungmann chefiou as pastas de Defesa (2016-2018) e da Segurança Pública (2018) durante o governo de Michel Temer, e a de Desenvolvimento Agrário (1999-2002), sob a chefia de Fernando Henrique Cardoso, o FHC (PSDB).

O senador Rodrigo Pacheco (PSD) também lamentou a morte do ex-ministro: “Meus sentimentos aos amigos e familiares do ex-ministro Raul Jungmann, que faleceu neste domingo (18), em Brasília. Presença marcante no cenário político nacional, desde os anos 1990, Jungmann teve uma vida pública marcada por sua ponderação e grande capacidade negociadora, em momentos decisivos da história do país. Ao longo da sua longa trajetória, com inteligência e coragem, dedicou-se a temas fundamentais e prestou relevantes serviços ao Brasil”.

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes descreveu Jungmann como um “amigo querido cuja presença sempre inspirou confiança e serenidade”.

“Raul foi um homem público de rara integridade e de extraordinária densidade republicana. No exercício de funções centrais no Estado brasileiro, especialmente como ministro no governo de Fernando Henrique, integrou um verdadeiro dream team comprometido com a estabilização institucional, as reformas estruturais e a consolidação da ordem constitucional inaugurada em 1988”, escreveu Mendes.

Já o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), destacou que o ex-ministro deixa “lições sobre diálogo, construção de pontes e respeito institucional”.

Atual ocupante da pasta de Desenvolvimento Agrário, o ministro Paulo Teixeira relembrou as colaborações de Jungmann no conselho de ex-ministros da pasta. “Meus agradecimentos e meus sentimentos aos familiares e amigos”, assinalou.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, destacou a relação que teve com Jungmann no último posto público ocupado pelo ex-ministro: como diretor-presidente do Ibram (Instituto Brasileiro de Mineração).

“Raul era um entusiasta dos minerais críticos e estratégicos e contribuiu de forma decisiva para a construção de políticas públicas e marcos legais importantes para o desenvolvimento do setor mineral brasileiro”, afirmou.

O senador Sergio Moro também lamentou a morte do ex-ministro da Justiça e Segurança-Pública. “Uma perda para a vida pública. Tive a oportunidade de conhecê-lo na transição de governo de 2018, quando ele, com competência, ocupava o cargo de ministro da segurança pública”.

Leia também

Editor de Política. Formado em Comunicação Social pela PUC Minas e em História pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Já escreveu para os jornais Estado de Minas, O Tempo e Folha de S. Paulo.

Ouvindo...