Portugueses vão às urnas para eleição presidencial mais acirrada dos últimos 40 anos

Pesquisas de intenção de voto indicam que pleito terá um segundo turno. A última oportunidade em que os portugueses tiveram de voltar às urnas para uma segunda votação aconteceu em 1986

Pesquisas de intenção de voto indicam uma votação pulverizada no país europeu

Os portugueses vão às urnas neste domingo (18) para escolher o próximo presidente do país. Com pleito disputado entre candidatos de esquerda, centro-direita e extrema-direita, a disputa tende a ir para o segundo turno em uma das eleições mais disputadas da história democrática de Portugal.

Marcelo Rebelo de Sousa, presidente português nos dois últimos mandatos — que tem período de cinco anos — deixará o cargo. Onze candidatos buscam o posto que será deixado pelo líder marcado pela fama de conciliador.

Segundo o “radar das sondagens”, aglutinador de pesquisas do jornal Observador, A disputa será acirrada entre André Ventura, com 22,87%; António José Seguro, com 22,77%; e Cotrim Figueiredo, que tem 20,14% das intenções de voto.

Ventura representa o Chega, partido de direita radical com forte discurso anti-imigração. Já Seguro integra o Partido Socialista. Cotrim Figueiredo é um deputado do Parlamento Europeu e é filiado à Iniciativa Liberal, partido de centro-direita.

Com mais de 10% das intenções de voto ainda aparecem Luis Marques Mendes, da coligação formada pelo Partido Social-Democrata (PSD) e pela Aliança Democrática (AD) — com 12,9% — e Gouveia e Melo, almirante da Marinha Portuguesa, com 12,7%.

O voto em Portugal é facultativo. Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos, assim como ocorre no Brasil, um segundo turno é organizado com os dois líderes do primeiro turno. A votação definitiva, caso necessária, está prevista para 8 de fevereiro. Há 40 anos o presidente lusitano é decidido já na primeira votação.

O presidente de Portugal é chefe de Estado, mas não de Governo. O país vive em um modelo semipresidencialista, em que o primeiro-ministro comanda o Executivo enquanto o presidente atua em funções cerimoniais.Cabe, porém, ao presidente missões importantes como o comando das Forças Armadas, a convocação de eleições extemporâneas e a prerrogativa de dissolução do parlamento.

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Repórter de política da Itatiaia, é jornalista formado pela UFMG com graduação também em Relações Públicas. Foi repórter de cidades no Hoje em Dia. No jornal Estado de Minas, trabalhou na editoria de Política com contribuições para a coluna do caderno e para o suplemento de literatura.

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