Os portugueses vão às urnas neste domingo (18) para escolher o próximo presidente do país. Com pleito disputado entre candidatos de esquerda, centro-direita e extrema-direita, a disputa tende a ir para o segundo turno em uma das eleições mais disputadas da
Segundo o “radar das sondagens”, aglutinador de pesquisas do jornal Observador, A disputa será acirrada entre André Ventura, com 22,87%; António José Seguro, com 22,77%; e Cotrim Figueiredo, que tem 20,14% das intenções de voto.
Ventura representa o
Com mais de 10% das intenções de voto ainda aparecem Luis Marques Mendes, da coligação formada pelo Partido Social-Democrata (PSD) e pela Aliança Democrática (AD) — com 12,9% — e Gouveia e Melo, almirante da Marinha Portuguesa, com 12,7%.
O voto em Portugal é facultativo. Caso nenhum candidato obtenha mais de 50% dos votos válidos, assim como ocorre no Brasil, um segundo turno é organizado com os dois líderes do primeiro turno. A votação definitiva, caso necessária, está prevista para 8 de fevereiro. Há 40 anos o presidente lusitano é decidido já na primeira votação.
O presidente de Portugal é chefe de Estado, mas não de Governo. O país vive em um modelo semipresidencialista, em que o primeiro-ministro comanda o Executivo enquanto o presidente atua em funções cerimoniais.Cabe, porém, ao presidente missões importantes como o comando das Forças Armadas, a convocação de eleições extemporâneas e a prerrogativa de dissolução do parlamento.