“Quase 90% da população iraniana é contra o regime, mas eles não podem se manifestar porque o regime é autoritário, truculento e oprime seu próprio povo por qualquer manifestação contrária ao regime dos aiatolás”. A fala é de Beny Fard, iraniano radicado no Brasil e especialista em negócios internacionais, em referência aos protestos que vitimaram milhares de iranianos no começo do ano.
Durante as manifestações, o governo
“Mais de 50 mil iranianos inocentes foram assassinados pela guarda revolucionária pelo simples fato de protestar contra o regime dos aiatolás e querer liberdade”, finaliza.
Sucessor de Khamenei
Segundo Beby Fard, o filho do ex-aiatolá Ali Khamenei, Mojtaba Khamenei, deve ser o sucessor no poder do regime teocrático do Irã em eleição que ocorre no país. Na avaliação de Beny, ele é “mais linha dura que o próprio pai” e “muito ligado à guarda revolucionária”.
O prédio em que ocorria a assembleia responsável por eleger o próximo aiatolá do país
Fard explica que para uma parcela dos muçulmanos no Irã, Ali Khamenei e seu filho são como descendentes do profeta Maomé, e por isso é atribuído valor religioso a eles, representado em seus turbantes de cor preta.
“Ele também é um sayyid, dá pra ver pela cor preta do turbante, simboliza que esses aiatolás são descendentes do profeta maomé. O filho de Ali Khamenei está ascendendo ao poder como líder supremo”, explica.
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“Os aiatolás não vão abrir mão do poder, eles estão arraigados, cada mesquita e cada vilarejo do Irã é uma célula de poder dos aiatolás. Elas servem como olhos e ouvidos do regime totalitário dos aiatolás”, complementa sobre a ligação religiosa.
(Sob supervisão de Lucas Borges)