Os Estados Unidos e Israel atingiram, nesta terça-feira (3), o prédio do órgão responsável pela eleição do novo aiatolá, que será o líder supremo do Irã, segundo a imprensa local. O último aiatolá, Ali Khamenei, foi morto após ataques realizados no último sábado (28)
“Os criminosos americano-sionistas atacaram o prédio da Assembleia de Especialistas em Qom”, ao sul de Teerã, segundo a agência de notícias Tasnim. A imprensa local publicou imagens do imóvel muito danificado. No último domingo (1°), o país elegeu Alireza Arafi como
Ainda nesta terça-feira, a agência de notícias Tasnim informou que “caças americanos e israelenses” atacaram o centro de Teerã, capital do Irã.
A Tasnim divulgou um vídeo gravado no centro da capital iraniana, onde se localizam diversas sedes governamentais, mostrando uma grande coluna de fumaça subindo ao céu.
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“Residências sofreram danos significativos no bairro” da icônica Praça Enghelab, afirmou a Tasnim. A Agência France-Presse não conseguiu verificar imediatamente a extensão dos danos.
O Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho no Irã contabiliza, até esta terça-feira, que tenham ocorrido 787 mortes no país, com 504 pontos atingidos em 1039 ataques. Atualmente, 1009 equipes do movimento participam das operações de busca, sendo 3651 socorristas e paramédicos. Além disso, 895 veículos operacionais e de resgate foram mobilizados para acelerar o socorro.
O presidente estadunidense intimou as forças de segurança do Irã a se renderem, após o Exército americano afirmar ter destruído o quartel-general da Guarda Revolucionária.
“Exorto mais uma vez a Guarda Revolucionária, o exército e a polícia iranianos a deporem as armas e receberem imunidade total, ou enfrentarão morte certa. Será morte certa. Não será bonito”, disse Trump em um pronunciamento em vídeo.
Trump afirmou que a operação, que resultou na morte do líder supremo do Irã e de dezenas de outras figuras importantes do governo e das forças armadas, está “adiantada em relação ao cronograma”. Autoridades iranianas e americanas “estão conversando”, acrescentou, embora não tenha fornecido detalhes
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Lucas Borges)