Bombardeios israelenses mataram pelo menos 11 pessoas e deslocaram outras 60 mil nesta quarta-feira (4) no Líbano, onde o Exército de Israel amplia ofensiva contra o Hezbollah no quinto dia de guerra no Oriente Médio.
O Líbano foi arrastado para o conflito na segunda-feira (2), depois que o movimento pró-iraniano Hezbollah lançou um ataque contra Israel e países aliados aos EUA para “vingar” a
O Hezbollah reivindicou nesta quarta-feira vários ataques contra Israel, incluindo um com drones contra as indústrias aeroespaciais israelenses, no centro do país. Este é, até agora, o seu alvo mais distante da fronteira. O grupo xiita afirmou, ainda, ter atacado com um “míssil de precisão” uma base militar no norte.
Paralelamente aos bombardeios, o Exército israelense entrou nesta quarta-feira em Khiam, uma localidade no Sul do Líbano a cerca de seis quilômetros da fronteira, e convocou a evacuação de uma área no sul, entre a fronteira com Israel e o Rio Litani.
Ao Sul de Beirute, a capital libanesa, ataques aéreos israelenses contra as regiões de Aramun e Saadiyat,
Os bombardeios também atingiram um edifício de quatro andares na milenar cidade de Baalbek, no Leste do Líbano, onde o Hezbollah está fortemente implantado, com um saldo de cinco mortos e 15 feridos, de acordo com a Agência Nacional de Informação (ANI). Segundo esta agência de imprensa oficial, as buscas entre os escombros continuam para localizar três pessoas desaparecidas.
Cerca de 60 mil deslocados por invasão ao Líbano
Por outro lado, em Hazmieh, um bairro cristão de Beirute perto do palácio presidencial e de numerosas representações diplomáticas, um bombardeio israelense atingiu um hotel, segundo a ANI, que não informou vítimas.
A periferia sul de Beirute também foi atingida nesta quarta-feira por uma série de bombardeios, depois que o Exército israelense emitiu ordens de evacuação.
Um dos ataques atingiu um edifício próximo a um importante hospital, segundo um fotógrafo da Agência France-Presse, em uma área densamente povoada, da qual parte dos moradores fugiu desde o início dos confrontos na segunda-feira.
O movimento pró-iraniano executou na terça-feira (3) uma série de ataques contra Israel e anunciou que atingiu, entre outros alvos, a base naval de Haifa, no norte, em represália pelos bombardeios israelenses contra seu reduto na periferia sul de Beirute.
Desde segunda-feira, ao menos 50 pessoas morreram e 335 ficaram feridas nos ataques israelenses contra o território libanês, segundo o Ministério da Saúde, um balanço divulgado antes dos bombardeios das últimas horas.
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Três socorristas morreram no momento em que atendiam “pessoas feridas em explosões no distrito de Tiro”, no sul, informou na rede social X o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus.
Segundo as autoridades libanesas, a guerra provocou o deslocamento de mais de 58 mil pessoas no país. O Exército israelense afirmou que continuará atacando o Hezbollah até conseguir o desarmamento do grupo.
*Com informações da AFP
(Sob supervisão de Alex Araújo)