O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã já registrou a morte de muitas pessoas, incluindo civis, em apenas cinco dias de bombardeios no Oriente Médio.
De acordo com a agência de notícias Human Rights Activists News Agency (HRANA), sediada nos EUA, mais de mil pessoas foram mortas no Irã desde que o país passou a receber ataques de mísseis em seu território.
Ao todo, vítimas que estavam em ao menos sete países já perderam a vida por conta dos ataques.
Confira o balanço de mortes:
- Irã: Cerca de 1.097 civis mortos no Irã até a tarde de terça-feira (3) (horário local), informou a HRANA. Entre as vítimas estão 168 crianças e 14 professoras de uma escola primária feminina, de acordo com a mídia estatal iraniana;
- Líbano: Ao menos 74 pessoas mortas no bombardeio israelense ao Líbano, informou o Ministério da Saúde do país nesta quarta-feira (4). Três dessas pessoas eram paramédicos , segundo o chefe da Organização Mundial da Saúde.
- Kuwait: Ao menos 10 pessoas morreram em consequência de ataques iranianos contra o Kuwait, dentre elas seis militares americanos , segundo o CENTCOM, e dois militares kuwaitianos, de acordo com o exército do país.
- Israel: O serviço de emergência israelense Magen David Adom contabiliza que pelo menos 10 pessoas morreram em ataques aéreos em Israel desde o início do conflito.
- Iraque: Pelo menos quatro soldados da Força de Mobilização Popular foram mortos em um ataque aéreo conjunto dos EUA e de Israel em Diyala, no Iraque, informou neste domingo (1º) a diretoria de mídia da milícia.
- Emirados Árabes Unidos: Três pessoas foram mortas por drones iranianos nos Emirados Árabes Unidos, segundo o Ministério da Defesa do país. As vítimas eram cidadãos do Paquistão, Nepal e Bangladesh, informou o ministério.
- Bahrein: Uma pessoa morreu após destroços de um míssil interceptado provocarem um incêndio em uma embarcação estrangeira no país, informou a mídia estatal nesta segunda-feira (2).
Como o conflito começou?
Donald Trump anunciou que os Estados Unidos atacariam o Irã com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.
Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou
Confira a linha do tempo
28 de fevereiro: EUA e Israel iniciaram os ataques contra o Irã. Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.
1º de março: a mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do
2 de março: Trump afirmou, em entrevista à CNN, que os Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã. Ele ainda prometeu que a “grande onda” dos ataques ainda estaria por vir. O presidente dos EUA afirmou que o conflito deve durar entre “quatro ou cinco semanas”, mas sem descartar a possibilidade do prazo se estender.
3 de março: a Assembleia dos Especialistas, localizada em Qom, no Irã, foi atingida por um bombardeio de Israel. O local poderia estar recebendo uma reunião para a
4 de março: a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, foi atingida por um míssil balístico iraniano. Segundo o governo catari, não houve vítimas. Na mesma data, Israel iniciou uma série de ataques contra Teerã.