Guerra no Oriente Médio: ministro de Israel diz que novo líder supremo do Irã será alvo

Israel Katz destacou que qualquer nome estará na mira israelense; antigo líder, Ali Khamenei, foi morto em ataques dos EUA e de Israel

Ministro da Defesa de Israel, Israel Katz

Israel alertou que qualquer novo líder nomeado pelo Irã será um alvo. A declaração do ministro da Defesa israelense, Israel Katz, aconteceu nesta quarta-feira (4), enquanto funcionários iranianos se reúnem para escolher quem será o sucessor do aiatolá Ali Khamenei - morto no último sábado (28) durante ataques dos Estados Unidos e de Israel no país do Oriente Médio.

Um corpo eleito de clérigos estão se reúnem virtualmente para escolher o sucessor de Khamenei. Nenhum nome foi divulgado. Katz destacou que o novo líder supremo estará na mira israelense, “não importa qual seja o nome dele ou onde ele se esconda”.

O ministro da Defesa ainda ressaltou que Israel continuará agindo em parceria com os Estados Unidos, “para desmantelar as capacidades do regime e criar as condições para que os povo iraniano o derrube e o substitua”.

Entenda o conflito entre EUA, Israel e Irã

Donald Trump anunciou que os Estados unidos atacariam o Irã, com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.

Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

Confira a linha do tempo

28 de fevereiro: EUA e Israel iniciaram os ataques contra o Irã. Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

1º de março: a mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pelos ataques dos Estados Unidos e Israel. Também foram confirmadas as mortes da filha, do genro, da neta e da esposa de Khamenei.

2 de março: Trump afirmou, em entrevista à CNN, que os Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã. Ele ainda prometeu que a “grande onda” dos ataques ainda estaria por vir. O presidente dos EUA afirmou que o conflito deve durar entre “quatro ou cinco semanas”, mas sem descartar a possibilidade do prazo se estender.

3 de março: a Assembleia dos Especialistas, localizada em Qom, no Irã, foi atingida por um bombardeio de Israel. O local poderia estar recebendo uma reunião para a eleição do novo líder supremo do país. Porém, na hora do ataque, ele estava vazio.

4 de março: a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, foi atingida por um míssil balístico iraniano. Segundo o governo catari, não houve vítimas. Na mesma data, Israel iniciou uma série de ataques contra Teerã.

O número de mortos devido aos ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irã subiu para 1045, segundo a agência de notícias IRNA, citando a Fundação dos Mártires e Assuntos de Veteranos do país.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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