Guerra no Oriente Médio: ‘EUA estão vencendo o conflito’, diz chefe do Pentágono

Pete Hegseth divulgou que Estados Unidos continuarão atacando o Irã; bombardeios começaram no último sábado (28)

Secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, afirmou que o país norte-americano está “vencendo a guerra contra o Irã". A fala do chefe do Pentágono aconteceu nesta quarta-feira (4), durante uma coletiva de imprensa no 5º dia de conflito.

Washington anunciou, no último sábado (28), que começaria “grandes operações de combate” no Irã. Os ataques prometeram desmantelar as forças armadas do país e destruir seu programa nuclear.

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Durante a madrugada, os EUA e Israel - aliado do país norte-americano - iniciaram bombardeios no Irã. Em resposta, foram registradas explosões em países que abrigam bases militares dos Estados Unidos, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

Pete Hegseth também afirmou que os Estados Unidos continuarão atacando o país no Oriente Médio. “Vamos continuar atacando o Irã até decidirmos que está bom, e o regime iraniano não poderá fazer nada sobre isso”, disse.

Entenda o conflito entre EUA, Israel e Irã

Donald Trump anunciou que os Estados unidos atacariam o Irã, com o objetivo de destruir as forças armadas do país e seu programa nuclear.

Em um vídeo publicado na rede Truth Social, o republicano acusou o Irã de rejeitar “todas as oportunidades de renunciar às suas ambições nucleares”. De acordo com Trump, os EUA “não aguentam mais”. Na ocasião, Israel também anunciou ataques contra o Irã.

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28 de fevereiro: EUA e Israel iniciaram os ataques contra o Irã. Como resposta, o regime iraniano lançou uma onda de ataques em grande parte do Oriente Médio, com explosões em países que abrigam bases militares norte-americanas, como os Emirados Árabes, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia e Iraque.

1º de março: a mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, pelos ataques dos Estados Unidos e Israel. Também foram confirmadas as mortes da filha, do genro, da neta e da esposa de Khamenei.

2 de março: Trump afirmou, em entrevista à CNN, que os Estados Unidos estão “dando uma surra” no Irã. Ele ainda prometeu que a “grande onda” dos ataques ainda estaria por vir. O presidente dos EUA afirmou que o conflito deve durar entre “quatro ou cinco semanas”, mas sem descartar a possibilidade do prazo se estender.

3 de março: a Assembleia dos Especialistas, localizada em Qom, no Irã, foi atingida por um bombardeio de Israel. O local poderia estar recebendo uma reunião para a eleição do novo líder supremo do país. Porém, na hora do ataque, ele estava vazio.

4 de março: a Base Aérea de Al Udeid, no Catar, a maior instalação militar dos Estados Unidos no Oriente Médio, foi atingida por um míssil balístico iraniano. Segundo o governo catari, não houve vítimas. Na mesma data, Israel iniciou uma série de ataques contra Teerã.

O número de mortos devido aos ataques dos Estados Unidos e de Israel no Irã subiu para 1045, segundo a agência de notícias IRNA, citando a Fundação dos Mártires e Assuntos de Veteranos do país.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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