Em evento do MST, Lula volta a condenar operação dos EUA que capturou Maduro

As penas pelos crimes dos quais Maduro é acusado variam de 20 anos de prisão até prisão perpétua, conforme previsto pela legislação dos Estados Unidos.

O presidente Lula (PT) participou do encerramento do 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST).

Durante um evento do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em Salvador, na última sexta-feira (23), o presidente Lula (PT) voltou a manifestar insatisfação com a operação militar dos Estados Unidos que resultou na prisão do líder da Venezuela, Nicolás Maduro, no início deste mês.

Anteriormente, Lula já havia questionado as operações do governo de Donald Trump, em um momento em que o Brasil tenta retomar boas relações diplomáticas bilaterais com os Estados Unidos. Na última sexta-feira, o presidente voltou a falar sobre o desrespeito à integridade territorial venezuelana e defendeu a soberania da América Latina como uma região “pacífica”. “Como é possível a falta de respeito à integridade territorial de um país? Não existe isso na América do Sul. Aqui é um território de paz”, afirmou.

No início do evento do qual Lula participou, militantes do MST denunciaram o que chamaram de “sequestro” de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores.

Leia também

O casal foi capturado por militares dos Estados Unidos no dia 3 de janeiro, durante uma operação noturna em Caracas. Ambos foram levados para Nova York, onde seguem presos pelas autoridades norte-americanas.

As acusações às quais Maduro responde na Justiça dos EUA incluem narcoterrorismo, tráfico internacional de drogas e lavagem de dinheiro. Inicialmente, ele chegou a ser acusado de liderar o chamado Cartel de los Soles, organização classificada como terrorista pela Casa Branca. Trump, no entanto, recuou dessa acusação, passando a responsabilizar o venezuelano por “participar, proteger e perpetuar uma cultura de corrupção e enriquecimento a partir do tráfico de drogas”.

As penas pelos crimes dos quais Maduro é acusado variam de 20 anos de prisão até prisão perpétua, conforme previsto pela legislação dos Estados Unidos. Em audiência realizada no dia 5 de janeiro, em Nova York, o líder venezuelano se declarou inocente de todas as acusações.

Além do Brasil, outros países — entre eles Chile, Colômbia, México, Uruguai e Espanha — condenaram a operação e pediram respeito à soberania dos povos e de seus respectivos territórios.

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.

Ouvindo...