O governo dos Estados Unidos recuou da acusação de que
Após a prisão de Maduro, o Departamento de Justiça dos EUA atualizou a denúncia apresentada contra o venezuelano. Ele segue
Na versão revisada, os promotores passaram a caracterizar o esquema como um “sistema de clientelismo” e uma “cultura de corrupção” sustentados por recursos do narcotráfico, em vez de um cartel estruturado nos moldes de grupos criminosos da Colômbia ou do México.
A acusação anterior, apresentada inicialmente em 2020, descrevia Maduro explicitamente como líder do
“Desde pelo menos 1999, Maduro Moros, Cabello Rondón, Carvajal Barrios e Alcalá Cordones atuavam como líderes e gestores do Cartel de los Soles”, dizia a versão anterior da acusação, que afirmava ainda que o grupo buscava enriquecer seus membros, ampliar seu poder e “inundar os Estados Unidos com cocaína”.
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Já o documento atualizado, divulgado em 3 de dezembro, sustenta que Maduro e seu antecessor, Hugo Chávez, participaram e protegeram uma “cultura de corrupção” na qual elites venezuelanas se beneficiariam do narcotráfico e da proteção a traficantes.
Segundo os promotores, os lucros da atividade ilegal seriam distribuídos entre funcionários civis, militares e agentes de inteligência dentro de um sistema de clientelismo controlado pelas cúpulas do poder, referido genericamente como Cartel de los Soles — em alusão à insígnia presente nos uniformes de oficiais militares venezuelanos de alta patente.
Especialistas já vinham questionando a caracterização do Cartel de los Soles como uma organização criminosa formal e consideravam exagerada a afirmação de que Maduro o liderasse diretamente, embora apontem possíveis vínculos de integrantes do governo venezuelano com o tráfico de drogas.
* Informações com CNN