Netanyahu diz que ‘há sinais’ de que líder supremo do Irã Khamenei morreu em ataque

Desde os ataques ocorridos no sábado (28), o Irã não divulgou nenhum vídeo do líder supremo do Irã; ataque coordenado por EUA e Israel no sul do país provocou 85 mortes

Netanyahu diz que “há sinais” de que líder supremo do Irã Khamenei morreu em ataque

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que existem “muitos sinais” de que o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, “não está mais entre nós”. Apesar disso, o premiê não afirma com certeza que ele foi morto. O Irã não divulgou nenhum vídeo de Khamenei desde o início dos ataques na manhã deste sábado (28).

O líder supremo do Irã era um dos alvos da primeira onda de ataques contra o Irã, conforme a CNN Internacional havia relatado anteriormente. À NBC, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, havia dito que, até onde ele sabia, o aiatolá Ali Khamenei e outros altos funcionários do governo iraniano ainda estavam vivos.

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“Há muitos sinais de que esse tirano não está mais entre nós”, disse Netanyahu, acrescentando que Israel destruiu o complexo usado por Ali Khamenei.

O premiê afirmou, ainda, que a operação contra o Irã exige “paciência” e “durará o tempo que for necessário”.

“Esta guerra levará à verdadeira paz”, prometeu Netanyahu em sua declaração.

Ataque coordenado por Estados Unidos e Israel contra uma escola no sul do Irã provocou 85 mortes. Os ataques realizados em conjunto pelos dois países miraram a capital iraniana.

O bombardeio tinha o aiatolá Ali Khamenei, líder supremo do Irã, e o presidente do país, Masoud Pezeshkian, como alvos.

Em resposta, o Irã revidou o ataque com bombardeios a bases norte-americanas no Oriente Médio.

Quem é Ali Khamenei?

O líder supremo iraniano, de 86 anos, personificou durante muito tempo a atitude desafiadora da república islâmica em relação a seus inimigos, a começar por Estados Unidos e Israel.

No poder desde 1989, Khamenei tem a última palavra sobre todos os assuntos importantes e supervisiona o avanço do programa nuclear iraniano. Ele defende que o enriquecimento de urânio é um direito soberano.

Expandir a influência regional do Irã ao Líbano, à Síria, ao Iraque e ao Iêmen tem sido um ponto-chave de sua política externa.

Khamenei tem insistido que o Irã “nunca se renderá" aos Estados Unidos e é cético em relação à diplomacia.

Durante os diálogos sobre o programa nuclear de 2025, disse que duvidava que um acordo pudesse “conduzir a algum resultado” e argumentou que os problemas do Irã deveriam ser resolvidos internamente.

Quando foram retomados os diálogos, advertiu que o Irã era capaz de atingir os navios de guerra americanos destacados no Golfo.

“Os americanos deveriam saber que se começarem uma guerra, desta vez será uma guerra regional”, advertiu.

Com AFP e CNN Brasil

Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo

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