Eduardo diz que decisão de Moraes que manda Bolsonaro de volta a PF é ‘atrocidade’

Filho do ex-presidente reclamou da decisão do magistrado que negou a prisão domiciliar o pai

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) classificou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de negar a prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como uma “atrocidade humanitária”. O pai do parlamentar está internado desde o dia 24 de dezembro, e deve receber alta nesta quinta-feira (1º).

Com a decisão, Moraes determinou o retorno de Bolsonaro ao cumprimento da pena em regime fechado na sala de Estado Maior da superintendência da Polícia Federal em Brasília após a liberação médica. Ao protestar contra a medida, Eduardo ainda chamou o magistrado de “tiranete de beira de estrada”.

“Que fique claro que ninguém que apoia este abusador, o faz por mérito ou mesmo legalidade, mas sim por interesse próprio, e é tão canalha quanto ele”, escreveu o filho 03 do ex-presidente em suas redes sociais.

Na decisão, Moraes afirmou que a defesa não apresentou fatos novos capazes de justificar a revisão do indeferimento anterior da prisão domiciliar, proferido em 19 de dezembro. Segundo o ministro, além da ausência dos requisitos legais, pesam contra Bolsonaro o descumprimento reiterado de medidas cautelares e atos concretos que indicariam tentativa de fuga, incluindo a destruição da tornozeleira eletrônica.

O magistrado também rebateu a alegação de agravamento do estado de saúde do ex-presidente. De acordo com Moraes, os próprios laudos médicos juntados pela defesa indicam melhora do quadro clínico após a realização de cirurgias eletivas e procedimentos recentes.

A saúde de Bolsonaro

Bolsonaro está internado no hospital DF Star, em Brasília, desde 24 de dezembro, quando passou por uma cirurgia de hérnia inguinal bilateral, autorizada pelo STF. Após o procedimento, a equipe médica avaliou a persistência de crises de soluço, o que levou à realização de bloqueios do nervo frênico nos dois lados e, posteriormente, a uma cirurgia de reforço.

Ontem, o ex-presidente também passou por uma endoscopia digestiva alta, que apontou a persistência de esofagite e gastrite. Os médicos informaram ainda que ele faz uso de antidepressivos. Em coletiva, o cirurgião Cláudio Birolini afirmou que os procedimentos ocorreram como planejado, com necessidade de acompanhamento clínico.

Na decisão desta quinta, Moraes sustentou que todas as prescrições médicas indicadas pela defesa podem ser cumpridas na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, onde Bolsonaro está preso. O ministro destacou que o local dispõe de plantão médico 24 horas, acesso integral aos médicos do ex-presidente, fisioterapia, medicamentos e alimentação preparada por familiares.

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Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.
Supervisor da Rádio Itatiaia em Brasília, atua na cobertura política dos Três Poderes. Mineiro formado pela PUC Minas, já teve passagens como repórter e apresentador por Rádio BandNews FM, Jornal Metro e O Tempo. Vencedor dos prêmios CDL de Jornalismo em 2021 e Amagis 2022 na categoria rádio

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