Solidariedade sai em defesa de Toffoli em meio à crise do caso Banco Master

Nota assinada por Paulinho da Força critica ‘linchamento moral'; Ministro deixou o comando do inquérito após questionamentos da oposição e críticas sobre possível conflito de interesses

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O partido Solidariedade divulgou nesta sexta-feira (13) uma nota pública em defesa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, em meio às investigações do chamado caso Banco Master. O texto, assinado pelo presidente nacional da legenda, deputado Paulinho da Força, critica o que define como “linchamento moral” de autoridades com base em prejulgamentos e vazamentos seletivos.

Na manifestação, o partido destaca a trajetória de quase vinte anos de Toffoli na magistratura e relembra sua atuação à frente do Supremo durante a pandemia de Covid-19 e na condução de eleições gerais quando presidiu o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A nota afirma que posicionamentos firmes são necessários em momentos de instabilidade e reforça a importância da preservação das instituições democráticas.

Saída da relatoria após pressão política

O posicionamento do Solidariedade ocorre um dia após Toffoli deixar a relatoria das investigações sobre o Banco Master no STF. A mudança foi interpretada como resposta à pressão de delegados da Polícia Federal, partidos de oposição e pedidos de impeachment apresentados por siglas como o Novo, que questionavam a permanência do ministro no caso diante de possíveis vínculos com empresa ligada ao banco.

Em meio à crise, ministros do Supremo divulgaram nota conjunta reafirmando a validade das decisões tomadas pelo magistrado e negando a existência de suspeição. Com a saída de Toffoli, o ministro André Mendonça passou a relatar o caso, que investiga suspeitas de fraudes financeiras, operações consideradas atípicas e possíveis impactos sobre fundos de previdência e contratos de crédito consignado.

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Paralelamente a esse cenário, o Senado criou frentes próprias de acompanhamento das apurações, enquanto a Polícia Federal prepara relatórios que podem envolver autoridades com foro privilegiado.

Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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