Deputado da base de Lula defende prisão domiciliar para Bolsonaro

O líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette, disse achar ‘perigoso’ que Bolsonaro siga na cadeia

Bolsonaro está preso desde o dia 22 de novembro

O líder do PSB na Câmara, Jonas Donizette, afirmou nesta segunda-feira (9), em entrevista à Rádio Itatiaia, que considera adequado que o ex-presidente Jair Bolsonaro consiga uma prisão domiciliar.

Donizette é integrante da base do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar disse ver “perigo” na manutenção do ex-chefe do Executivo em regime fechado. Bolsonaro está preso desde o dia 22 de novembro de 2025, acusado de tentativa de golpe de Estado.

De lá para cá, a sua defesa tem insistido em uma prisão domiciliar. Todas as tentativas, no entanto, foram declinadas pelo ministro relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.

“Eu vejo muito perigoso ele continuar lá na cadeia. A vida, você não sabe o dia de amanhã”, declarou Donizette.

Segundo ele, a concessão do benefício poderia ser considerada, apesar de reconhecer a gravidade dos fatos atribuídos ao ex-presidente. O deputado ponderou que Bolsonaro ainda não teria sido transferido para casa em razão de episódios envolvendo o descumprimento de medidas cautelares, como a tentativa de retirada da tornozeleira eletrônica, o que, na avaliação dele, cria um precedente sensível.

Donizette foi o único deputado do PSB a votar a favor de pontos da proposta que tratam da dosimetria das penas relacionadas aos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Ele afirmou que não defendeu redução generalizada das condenações, mas apenas a unificação de dispositivos penais que considera semelhantes, como os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e tentativa de golpe.

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“Votei com muita consciência. Não votei por diminuição ampla de pena, mas por ajustar artigos que são muito parecidos”, explicou ele.

CPMI do INSS e do Banco Master

O deputado também avaliou durante a entrevista que a CPMI do INSS dificilmente será prorrogada pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre.

Donizette disse ter assinado requerimentos tanto de CPI quanto de CPMI sobre o caso, mas reconheceu que não vê ambiente político favorável para instalação. “Gostaria que fosse aberta, mas não vejo horizonte”.

Edilene Lopes é jornalista, repórter e colunista na Itatiaia e analista de política na CNN Brasil. Na rádio, idealizou e conduziu o Podcast “Abrindo o Jogo”, que entrevistou os principais nomes da política brasileira. Está entre os jornalistas que mais fizeram entrevistas exclusivas com presidentes da República nos últimos 10 anos, incluindo repetidas vezes Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Messias Bolsonaro. Mestre em ciência política pela UFMG, e diplomada em jornalismo digital pelo Centro Tecnológico de Monterrey (México), está na Itatiaia desde 2006, onde também foi também apresentadora. Como repórter, registra no currículo grandes coberturas nacionais e internacionais, incluindo eventos de política, economia e territórios de guerra. Premiada, em 2016 foi eleita, pelo Troféu Mulher Imprensa, a melhor repórter de rádio do Brasil. Em 2025, venceu o Prêmio Jornalistas Negros +Admirados na categoria Rádio e Texto.
Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.

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