O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) pode deixar o Partido Liberal (PL) se a legenda continuar filiando pré-candidatos fora do que foi acordado com os atuais correligionários.
O pedido coletivo do grupo, que faz parte da legenda em Minas é que o partido não receba políticos com mandato, pois a medida aumenta a competitividade interna.
Puxador de votos
O pleito de Nikolas é para que a sigla não filie nomes que não compartilhem dos mesmos valores que os seus. Com 1,3 milhão de votos em 2022, a expectativa interna é que ele bata o próprio recorde e chegue à marca de 2 milhões. Nessa projeção, poderia eleger até 10 deputados com os votos excedentes. Segundo interlocutores, o deputado não quer que sua votação beneficie candidatos que não seriam escolhidos por seu eleitorado.
A lista
Aliados de Nikolas listaram à coluna uma série de filiações que não estariam dentro do acordado. Dentre os nomes estariam os deputados Delegado Marcelo de Freitas União Brasil) e Greyce Elias (Avante) além dos ex-deputados Fabinho Ramalho. Aelton Freitas e Bráulio Braz. A lista inclui ainda a deputada federal Rosângela Reis, que foi eleita pelo próprio PL, mas vota algumas matérias com o governo
Cunha
A resistência de Nikolas conseguiu barrar o ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que ainda está em busca de uma legenda para a disputa.
Reunião com Valdemar
Pelo que a coluna apurou, Nikolas Ferreira vai se reunir com o presidente nacional do partido, Valdemar da Costa Neto, e com Domingos Sávio, presidente estadual. Se a legenda continuar desrespeitando o acordo que, segundo seus interlocutores, está registrado em ata, ele vai reavaliar a sua permanência no partido.
O deputado quer garantir também sua participação na montagem das chapas. Além das filiações em desacordo com o que havia sido acertado, decisões tomadas à revelia do parlamentar, como