O presidente Lula (PT) afirmou que está travando uma “briga com o Banco Master” e ressaltou que, pela primeira vez, o país está combatendo os “magnatas da corrupção”. A declaração foi dada durante uma agenda na tarde desta segunda-feira (9) em Mauá, na Região Metropolitana de São Paulo.
“Vocês estão vendo nossa briga com o tal do Banco Master. É a primeira vez na história do Brasil que estamos perseguindo os magnatas da corrupção deste país. Não é prender o cara que está na favela ou matar ele, não. É prender aquele que está de terno e gravata roubando e mora em apartamento de cobertura ou mora em Miami”, defendeu Lula.
Ao ser convidado a ajudar no combate ao crime organizado, Lula disse que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para entregar os “bandidos brasileiros que estão lá".
“Conversei com o Trump e ele disse que quer combater o crime organizado. ‘Também quero’, falei. ‘Então me entregue os bandidos brasileiros que estão lá’. Nós pegamos 250 mil de combustível contrabandeado em cinco navios. Sabe onde mora o cara? Em Miami. Falei para o Trump me entregue, vamos combater o crime organizado, porque ou a gente acaba com a corrupção das classes poderosas nesse país, ou eles voltam a acabar com o povo brasileiro”, afirmou o presidente.
Discursos em tom de campanha e comparativos com gestões anteriores
Em tom de campanha eleitoral, os discursos de Lula e dos ministros estavam repleto de comparações e ataques, inclusive nominais, aos governos de Michel Temer (MDB) e de Jair Bolsonaro (PL). Em vários momentos, os integrantes do governo disseram que a atual gestão fez em “três anos” o que Temer e Bolsonaro “não fizeram em seis”.
Os ministros Alexandre Padilha e Camilo Santana fizeram comparações com os seis anos anteriores, mas não citaram os nomes dos opositores. Já Lula citou Temer e Bolsonaro nominalmente ao dizer que fez investimentos que não foram feitos nas gestões dos adversários políticos.
Investimentos em saúde e educação
Ao lado de ministros, Lula esteve em Mauá para fazer anúncios nas áreas de educação e saúde. O presidente e o ministro da Educação, Camilo Santana, anunciaram um investimento de R$ 44,8 milhões para aquisição e reforma de um prédio para receber um novo campus do Instituto Federal de São Paulo.
Lula e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, assinaram um convênio com a prefeitura de Mauá para o investimento de 30 milhões do Novo PAC para construção de uma policlínica da cidade.
O governo federal entregou ainda 34 ambulâncias para Mauá e cidades do grande ABC, na região metropolitana da capital paulista. Padilha prometeu entregar 2.500 ambulâncias para os municípios brasileiros até o fim do atual mandato do presidente Lula.