O senador Flávio Bolsonaro afirmou nesta terça-feira (13) que o ex-presidente Jair Bolsonaro apresentou leve melhora no estado geral de saúde, mas segue em situação delicada dentro do sistema prisional. A declaração foi feita após visita ao pai, que está preso, e incluiu relatos da
Segundo Flávio, o ex-presidente caiu ao tentar se levantar da cama durante a madrugada. Ainda de acordo com o senador, Bolsonaro bateu a cabeça e machucou o pé, mas não conseguiu se lembrar exatamente de como ocorreu o acidente. Para ele, o episódio evidencia que o pai não tem condições de permanecer sozinho e necessita de acompanhamento permanente: “O risco é enorme. Ele precisa de cuidados contínuos, de familiares e de enfermagem”, afirmou o senador, ao reforçar o pedido de concessão de prisão domiciliar em caráter humanitário.
Flávio também denunciou o que classificou como tortura psicológica no local onde Bolsonaro está detido. Ele relatou que o ex-presidente é submetido a um barulho constante e intenso de ar condicionado, inclusive durante à noite, o que, segundo ele, prejudica o descanso e agrava o estado emocional. Para o senador, a situação viola direitos básicos previstos na legislação.
Outro ponto levantado foi a limitação das visitas. De acordo com Flávio, familiares só podem visitar Bolsonaro em dois dias da semana, por apenas 30 minutos, o que dificulta tanto o convívio familiar quanto articulações políticas. Ele criticou uma portaria da Polícia Federal que restringe o acesso e afirmou que a regra teria sido criada especificamente para isolar o ex-presidente.
O senador também questionou o fato de o mesmo ministro que participou do julgamento atuar na execução da pena, defendendo que o caso deveria estar sob responsabilidade de um juiz de execução da Justiça Federal em Brasília.
Viagens internacionais e pré candidatura
Além das questões relacionadas à prisão do pai, Flávio Bolsonaro confirmou que tem feito viagens internacionais com o objetivo de se apresentar como pré-candidato à Presidência da República. Ele relatou passagens recentes pelos Estados Unidos e afirmou que deve visitar Israel, Emirados Árabes e França nas próximas semanas para encontros com lideranças conservadoras.
Flávio negou ter solicitado reuniões com autoridades como o ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump ou o senador Marco Rúbio, classificando como falsas as informações divulgadas nesse sentido.
Sobre o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, o senador afirmou que o irmão não tem previsão de retorno ao Brasil. Segundo ele, Eduardo teme perseguição política e prefere permanecer no exterior enquanto articula apoio internacional.
Durante a entrevista, Flávio voltou a criticar duramente o Supremo Tribunal Federal e o ministro Alexandre de Moraes, afirmando que o país não vive uma democracia plena. Ele classificou as condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro como políticas e sustentou que não houve tentativa de golpe. Ele também comentou o debate sobre anistia e redução de penas para os condenados. Segundo ele, Jair Bolsonaro estaria disposto a continuar preso para que outras pessoas detidas possam retornar para casa, caso medidas de redução de pena avancem no Congresso.
Ao falar sobre alianças políticas, Flávio reafirmou confiança no governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e disse não haver pressa para definições eleitorais. Sobre o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou que não houve convite para composição de chapa e que o tema do vice deve ser tratado apenas mais adiante.
Flávio encerrou a fala reiterando críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e ao PT, afirmando que trabalha para construir uma alternativa política capaz de derrotar o atual governo nas próximas eleições.