Moraes rejeita novo recurso e mantém prisão de Bolsonaro em regime fechado

Ministro do STF considera pedido da defesa incabível após trânsito em julgado da condenação

Alexandre de Moraes, ministro do STF

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta terça-feira (13) um novo recurso apresentado pela defesa do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro e manteve o cumprimento da pena em regime inicial fechado. Ao analisar o pedido, Moraes considerou o recurso juridicamente incabível, uma vez que o processo já teve trânsito em julgado, ou seja, não há mais possibilidade de questionamento por meio de recursos ordinários. Com isso, permanece válida a execução da pena imposta ao ex presidente.

Bolsonaro foi condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão, além de multa, por crimes previstos no Código Penal, na Lei de Organizações Criminosas e na legislação ambiental. A condenação já havia sido confirmada pela Primeira Turma da Corte, que rejeitou recursos anteriores apresentados pela defesa.

O acórdão da condenação foi publicado em 22 de outubro de 2025. Em seguida, os advogados do ex-presidente apresentaram embargos de declaração, que foram rejeitados em 17 de novembro do mesmo ano. No dia 25 de novembro de 2025, Alexandre de Moraes declarou o trânsito em julgado da ação penal e determinou o início do cumprimento da pena em regime fechado. Com a decisão definitiva, o STF deu início à fase de execução penal, no processo identificado como EP 169 do Distrito Federal. A partir desse momento, Bolsonaro passou da fase de discussão judicial sobre a condenação para a aplicação efetiva da pena.

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Mesmo após o trânsito em julgado, a defesa apresentou, em 12 de janeiro de 2026, um agravo regimental, recurso utilizado para contestar decisões individuais do relator dentro do próprio tribunal. Moraes, no entanto, entendeu que o pedido não poderia ser analisado, justamente por não haver mais espaço jurídico para reabrir o debate sobre a condenação.

Na decisão desta terça-feira, o ministro julgou o agravo regimental prejudicado e determinou a intimação dos advogados de defesa, além de comunicar a Procuradoria Geral da República. Com isso, o Supremo encerra mais uma tentativa de reverter ou modificar a execução da pena, mantendo Jair Bolsonaro preso em regime inicial fechado.

Aline Pessanha é jornalista, com Pós-graduação em Marketing e Comunicação Integrada pela FACHA - RJ. Possui passagem pelo Grupo Bandeirantes de Comunicação, como repórter de TV e de rádio, além de ter sido repórter na Inter TV, afiliada da Rede Globo.

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