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Dinheiro esquecido: BC diz que 49,3 milhões de pessoas ainda têm valores a receber

O montante total de valores esquecidos em instituições financeiras soma cerca de R$ 10 bilhões

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Salário médio de admissão em 2024 foi de R$ 2.177, mostra Caged | CNN Brasil
Salário médio de admissão em 2024 foi de R$ 2.177, mostra Caged | CNN Brasil • Créditos: CNN Brasil

O Banco Central (BC) informou nesta terça-feira (13) que 49,3 milhões de pessoas físicas ainda têm dinheiro a receber por meio do Sistema Valores a Receber (SVR). De acordo com dados de novembro, o montante total de valores esquecidos em instituições financeiras soma cerca de R$ 10 bilhões.

Desse total, R$ 7,8 bilhões pertencem a pessoas físicas, enquanto R$ 2,2 bilhões correspondem a valores devidos a 4,96 milhões de empresas. Segundo o BC, R$ 12,9 bilhões já foram devolvidos desde a criação do sistema. Do valor restituído, R$ 9,53 bilhões foram pagos a 32 milhões de pessoas físicas, e R$ 3,4 bilhões a 3,7 milhões de empresas.

Como consultar?

Para consultar se há dinheiro disponível e solicitar a devolução, o cidadão deve acessar o Sistema Valores a Receber (SVR), serviço criado pelo Banco Central para permitir a verificação de recursos esquecidos ou não resgatados em bancos, consórcios e outras instituições financeiras.

O BC também permite a adesão à solicitação automática de valores, de forma facultativa. Para habilitar essa funcionalidade, é necessário possuir uma conta gov.br com nível de segurança prata ou ouro, além de ter a verificação em duas etapas ativada.

A consulta deve ser feita com CPF e data de nascimento e, caso haja valores disponíveis, o usuário pode vincular uma conta Pix associada ao CPF para receber o crédito.

Com a adesão à devolução automática, o correntista não recebe aviso prévio do Banco Central. O valor é creditado diretamente na conta indicada assim que a devolução é processada.

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.

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