O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o reajuste do salário mínimo e a ampliação da isenção do Imposto de Renda terão impacto direto na geração de empregos em 2026, ao aumentar o consumo das famílias e estimular a atividade econômica.
Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, da EBC, Marinho destacou que o salário mínimo funciona como um dos principais motores do mercado de trabalho.
Impacto
Segundo o ministro, esse volume de recursos circulando na economia se reflete principalmente nos setores que mais empregam, como comércio, serviços e indústria.
“Quando há dinheiro no bolso do trabalhador, a economia gira. E quando a economia gira, as empresas vendem mais e precisam contratar mais gente”, explicou Marinho. O ministro firmou também que efeito do salário mínimo não se limita a quem recebe o piso, mas alcança aposentadorias, benefícios e outros rendimentos atrelados a ele, ampliando a massa salarial e a demanda por bens e serviços.
Comparação histórica
O ministro também comparou o cenário atual com o período anterior à política de valorização do salário mínimo, para destacar o impacto da renda sobre o mercado de trabalho.
“Se olharmos para trás, em 2003, antes da política de valorização, o salário mínimo hoje seria algo em torno de R$ 823, metade do valor atual”, declarou. Ele reconheceu que o piso ainda é insuficiente para cobrir todas as necessidades de uma família, mas reforçou que o ganho real faz diferença para o emprego.
Isenção do IR reforça contratações
Marinho afirmou que o efeito sobre o emprego será ampliado pela isenção do Imposto de Renda para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês e pelos descontos progressivos para rendas maiores.
“A soma da valorização do salário mínimo com a isenção do Imposto de Renda vai injetar cerca de R$ 110 bilhões na economia em 2026.”Segundo ele, esse aumento da renda disponível funciona como um estímulo indireto à abertura de vagas formais.
“Mais consumo significa mais atividade econômica. E mais atividade econômica significa mais emprego.”
Mercado de trabalho
O ministro declarou que o crescimento do emprego formal fortalece mecanismos como FGTS e Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), que financiam políticas de habitação, qualificação profissional e crédito produtivo.