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Alckmin diz que ‘química’ entre Trump e Lula pode influenciar o tarifaço

Vice-presidente deu declaração em evento do BNDES, no Rio de Janeiro

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O vice-presidente Geraldo Alckmin • Cadu Gomes/VPR

O presidente em exercício, Geraldo Alckmin, falou nesta quarta-feira (24) que a "boa química" entre o presidente Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai ajudar na solução do "tarifaço" imposto pelos EUA ao Brasil.

Na terça (23), durante discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, logo depois do presidente brasileiro, Trump falou que teve química com Lula, e que pretende se reunir com ele na próxima semana. A reunião deve acontecer por telefone. Declaração do norte-americano ocorreu em meio ao tarifácio e às sanções a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do STF Alexandre de Moraes.

Alckmin afirmou não ter detalhes sobre a reunião de Lula com Trump. Ele destacou que acredita na relação de 201 anos de amizade entre Brasil e Estados Unidos. "São duas das maiores economias e democracias das Américas".

Discurso de Trump na ONU

Trump afirmou que o Brasil enfrenta um momento complicado, com "censura e corrupção judicial", mas anunciou que marcou um encontro com Lula para a próxima semana.

“Estamos usando as tarifas para defender nossa soberania e segurança pelo mundo", disse Trump. "Eu estava entrando (no plenário da ONU), e o líder do Brasil estava saindo. Eu o vi, ele me viu, e nos abraçamos. Na verdade, concordamos que nos encontraríamos na semana que vem", disse Trump. "Não tivemos muito tempo para conversar, tipo uns 20 segundos.

E completou: "Ele parece um cara muito legal, ele gosta de mim e eu gostei dele. E eu só faço negócio com gente de quem eu gosto. Quando não gosto deles, eu não faço. Quando eu não gosto, eu não gosto. Por 39 segundos, nós tivemos uma ótima química e isso é um bom sinal."

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Jornalista com trajetória na cobertura dos Três Poderes. Formada pelo Centro Universitário e Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), atuou como editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. Foi finalista do Prêmio CNT de Jornalismo em 2025. Atualmente, é coordenadora de conteúdo na Itatiaia na capital federal.

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