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Prefeitura detalha o projeto para utilização do terreno do antigo Aeroporto Carlos Prates

Novo bairro contará com moradias, parque integrador e ampla estrutura de serviços públicos e privados

Aeroporto Carlos Prates

A prefeitura de Belo Horizonte detalhou nesta segunda-feira (02) a proposta de uso da área onde funcionava o antigo aeroporto Carlos Prates, na região noroeste da capital. A última etapa da proposta enviada pelo governo federal foi a construção de moradias - que foi aprovada na semana passada.

Ao todo serão 4.500 casas construídas e, pelo projeto, 70% devem ser de interesse social, enquanto 30% são de livre comercialização. De acordo com o Secretário adjunto de Política Urbana da PBH, Pedro Maciel, o novo bairro, que deve ter o nome escolhido por consulta pública, não será resumido apenas às unidades habitacionais.

“A gente está falando de comércio, serviços diversos e um destaque é o grande parque que vai ter como esse elemento integrador da região, um parque que vai ter dentro dele equipamentos públicos, privados e que vai levar essas oportunidades a toda a região do bairro. A gente quer fazer desse bairro um grande case de sustentabilidade, de alinhamento com a nova agenda urbana, de diversidade de usos, uma dinâmica realmente de um bairro vivo. Então, a gente está falando de, como eu disse, um grande parque que vai ter permeado nesse parque vários equipamentos de saúde, educação, EMEI, EMF, centro de saúde, UPA, restaurante popular, centro cultural, um centro esportivo. Então, vai ser uma grande referência daquela região do que tange a serviços públicos e privados”.

Por lá, já estão sendo construídos uma UPA e um Centro de Saúde, além de escolas municipais de educação infantil e ensino fundamental. Os outros projetos, entre eles o da construção das moradias, terão andamento a partir da obtenção das licenças ambientais. As intervenções também incluem obras de mobilidade - com a interligação com as avenidas Pedro Segundo e o bairro Padre Eustáquio.

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O próximo passo do projeto do novo bairro no antigo Aeroporto Carlos Prates é a estruturação da modelagem econômica que, de acordo com a prefeitura, depende de mais diálogo com o governo federal e com o setor de construção civil.

“A gente está falando de seis meses, essa próxima etapa é de seis meses e ela vai ser dedicada ao estudo da modelagem econômica, exatamente para a gente saber como viabilizar. Obviamente que a gente já fez esse estudo preliminarmente, nós já temos segurança em informar que esse novo bairro e tudo que está previsto nele é viável para o poder público, em parceria com a iniciativa privada, mas nós nos dedicaremos agora, nesses próximos seis meses, ao estudo dessa modelagem econômica, para fazer tudo com muita responsabilidade”.

A previsão é que as obras sejam entregues em 2030. “A partir de agora, a gente tem esse trabalho de modelagem econômica que é em conjunto com o Governo Federal. Então, ele também precisa aprovar essa modelagem econômica ao final desses seis meses. E, uma vez aprovado, a transferência da área. Hoje a gente tem a seção de algumas áreas, mas a transferência oficial dessa área também depende do Governo Federal”, finalizou Pedro Bruno.


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Graduado em jornalismo e pós graduado em Ciência Política. Foi produtor e chefe de redação na Alvorada FM, além de repórter, âncora e apresentador na Bandnews FM. Finalista dos prêmios de jornalismo CDL e Sebrae.