Mesmo com forte recuo do agro, PIB de Minas fecha com alta de 2,9% no primeiro trimestre

Resultado positivo da economia entre janeiro e março deste ano foi puxado pela indústria e setor de serviços

Alta da economia mineira no 1º trimestre do ano se deu pelo crescimento da indústria

Mesmo com resultado ruim do agronegócio, a economia mineira fechou em alta o primeiro trimestre do ano, com crescimento de 2,9% nos meses de janeiro a março deste ano, na comparação com o mesmo período do ano anterior.

De acordo com dados da Fundação João Pinheiro (FJP), divulgados nesta segunda-feira (1º), o resultado positivo foi fechado pela indústria — que registrou crescimento de 3,9%. O setor de serviços subiu 2,5% e a agricultura registrou queda de 4,6% — sob influência do clima seco.

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Indústria puxa resultado para cima

De acordo com o estudo, dentre os setores econômicos, o principal destaque ficou por conta da energia e saneamento, que subiram 10,4% no primeiro trimestre do ano. O resultado foi seguido pela indústria extrativa, impulsionado pela mineração, e a construção civil. Confira:

  • Energia e saneamento: 10,4%
  • Indústria extrativa: 7,2%
  • Construção: 4,4%
  • Transformação: 1%

Comparação com trimestre anterior

Na comparação com o trimestre anterior — ou seja, os últimos três meses de 2024 —, o PIB mineiro subiu 0,5% (a média brasileira foi de 0,9% no mesmo período).

A principal disparidade entre Minas e Brasil neste período foi sobre o desempenho da agropecuária. No Brasil, houve uma alta expressiva, de 11,3%, enquanto em Minas, o agronegócio caiu 1,2% no mesmo intervalo temporal.

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2024: projeção é de crescimento, mas com ritmo menor

De acordo com a Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), a perspectiva para este ano é de crescimento da economia mineira, mas com ritmo menor do que foi registrado no ano passado, quando o PIB do estado cresceu 3,1%.

“Neste ano, projeta-se redução da safra agrícola, em razão do menor volume de chuvas. Consequentemente, espera-se um menor estímulo para atividades relacionadas à agropecuária, como transportes”, diz o estudo.

Especificamente sobre a indústria, a previsão da Fiemg é de recuperação no setor de construção e avanço para a indústria extrativa, embora com ritmo menor que o de 2023.

“Adicionalmente, o mercado de trabalho aquecido e as transferências de renda em patamar historicamente elevado seguirão estimulando o consumo das famílias por bens e serviços”, diz o estudo, que frisa a expectativa de crescimento de 2,1% do PIB para este ano.


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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.

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