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Governo inabilita empresa que venceu licitação para obras no Hospital Regional de Valadares

Decisão administrativa da Seinfra estabelece que a segunda colocada na disputa, Consórcio Guimarães 02, assuma o 1º lugar; empresa deve ser homologada

O Governo de Minas oficializou, nesta quarta-feira (17), o resultado da licitação para contratação de uma empresa responsável pela retomada das obras do Hospital Regional de Governador Valadares, no Leste do estado.

A Secretaria de Estado de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias (Seinfra) publicou uma decisão administrativa em que declara inabilitado o Consórcio HR Governador Valadares, que ficou em primeiro lugar no certame. Segundo o documento, a empresa não apresentou comprovação da capacidade técnica exigida no edital, especificamente em um item que previa que “não serão aceitos atestados e/ou certidões de acervos parciais, referentes a serviços em execução”.

Com isso, a segunda colocada, Consórcio Guimarães 02, assumiu o primeiro lugar da licitação e deverá ter o nome homologado pelo governo.

O edital para as obras do Hospital Regional de Governador Valadares foi publicado em 2022 e a abertura dos envelopes ocorreu em agosto daquele ano. O Consórcio HR Governador Valadares apresentou o menor valor global (R$ 83,2 milhões), ficando à frente do Consórcio Guimarães 02 (R$ 83,9 milhões) e o Consórcio KTM/LCL (R$ 100,9 milhões).

A segunda colocada apresentou, em setembro de 2022, um pedido de revisão do resultado, alegando que a empresa que lidera o certame não havia apresentado atestados necessários para que fosse considerada para a realização das obras.

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Obras paralisadas

A construção do Hospital Regional de Governador Valadares começou em março de 2013, mas foram interrompidas três anos depois - após 69% dos serviços concluídos. O projeto prevê que, ao final das obras, a unidade de saúde tenha 226 leitos - dos quais 176 de internação, 40 de UTI e 10 de semi-intensivos.

O Governo de Minas estima que a conclusão das obras demande mais dois anos após a assinatura da ordem de início da retomada das operações. Os recursos para a conclusão dos trabalhos vão sair do acordo de reparação da Vale pelos danos causados pelo rompimento da barragem em Brumadinho, em 2019.

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Editor de política. Foi repórter no jornal O Tempo e no Portal R7 e atuou no Governo de Minas. Formado em Comunicação Social pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), tem MBA em Jornalismo de Dados pelo IDP.
Graduado em Jornalismo, é repórter de Política na Itatiaia. Antes, foi repórter especial do Estado de Minas e participante do podcast de Política do Portal Uai. Tem passagem, também, pelo Superesportes.
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