Ouça a rádio

Ouvindo...

Times

Sindicato convoca paralisação da educação em Minas Gerais nesta semana

Objetivo é pressionar deputados a aprovarem reajuste do piso da categoria

Profissionais da educação da rede estadual de ensino paralisarão as atividades na quarta-feira (5) e na quinta-feira (6). O Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE/MG) convocou professores, superintendentes e auxiliares de ensino a protestarem em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) em busca da aprovação do reajuste de 12,84% do piso salarial da categoria.

A expectativa era que o projeto fosse aprovado na última quinta-feira (29). Porém, a base de governo e a oposição não chegaram a um acordo sobre o texto e também o projeto de lei que autoriza o estado a aderir ao Programa de Acompanhamento e Transparência Fiscal (PAF).

Atualmente, não há previsão para que as propostas sejam votadas. A expectativa é que a partir de terça-feira (4) as lideranças da ALMG comecem a discutir quais projetos serão votados ao longo da semana.

Em comunicado à imprensa, o Sind-UTE informou que já notificou a Cidade Administrativa sobre a paralisação e atribuiu ao governo Zema a culpa pela não aprovação do reajuste. “Por isso, vamos paralisar nossas atividades e fazer pressão aos deputados/as para que votem a matéria. Estamos convocando nossa base: professoras/és, superintendes regionais de ensino, auxiliares de serviço da educação, enfim, todos e todas, para esse momento de luta. Inadmissível o que esse governo está fazendo conosco”, disse a coordenadora-geral do Sind-UTE/MG, Denise Romano.

Na sexta-feira (30), Zema culpou a oposição pela não aprovação do projeto do PAF dentro do prazo. Segundo o governador, Minas terá que pagar R$ 15 bilhões ao governo federal, mas ainda estuda acionar a Justiça para tentar evitar o pagamento.

“Ficamos assustados com uma oposição que quer destruir o estado de Minas”, declarou o governador. “É uma postura destrutiva, que demonstra total irresponsabilidade com o povo mineiro que, se prosperar, vai significar salários atrasados e nenhum reajuste para categoria alguma. É uma medida totalmente impensada, responsável e que precisa ser repudiada”, concluiu Zema.

Leia mais